McCartney III, novo álbum de Paul McCartney, já está em pré-venda Séries

Review | “McCartney III”: um Paul McCartney sententão e setentista


Durante a madrugada desta sexta-feira (18), Paul McCartney lançou seu mais novo álbum de estúdio, que recebeu o emblemático nome de McCartney III

Gravado durante o período de lockdown – ou melhor, rockdown – vivido pelo músico, em seu estúdio localizado em Sussex, na Inglaterra, o disco conta com 11 faixas inéditas, que fazem jus aos álbuns McCartney anteriormente lançados. Uma das faixas, Winter Bird / When Winter Comes, foi gravada durante as sessões do álbum Flaming Pie, de 1997, e produzida por George Martin, também conhecido como o Quinto Beatle. 

 À primeira “ouvida”, McCartney III parece ser um álbum bem razoável, sem grandes aspectos de destaque a outros trabalhos. Porém, já na segunda execução, o sentimento passa a ser diferente. Assim como McCartney e McCartney II, McCartney III parece ser um daqueles discos que envelhecem bem e ficam melhores a cada vez que é ouvido.

Além disso, a tipicidade dos McCartney também aparece em fatores além do contexto em que a trilogia foi gravada – com Paul McCartney tocando todos os instrumentos -: McCartney III, certamente, não é um álbum que agradará a gregos e troianos, e nem foi feito para isso. Por este motivo, é provável que, comercialmente, tenha um desempenho menor do que o último lançamento do músico, Egypt Station, que estreou no topo das paradas da Billboard, em 2018 – fato que não acontecia desde 1982, quando McCartney lançou o disco Tug of War.

Se isto é  um problema? Absolutamente, não. Desde a época dos Beatles, muitas obras-primas criadas pela banda não participaram das listas das mais tocadas, e isso não tira o mérito de cada trabalho criado. E, para mim, o Paul McCartney mais rústico, que não tenta ser comercial, é o melhor deles. Sempre foi, desde o lançamento do RAM, em 1971.

Levando em consideração o crescimento que o McCartney III pode ter a cada vez que é ouvido, em uma escala até 5, o disco merece um 4. Obrigada, Paul, por este presente em 2020.

Confira a nossa review em vídeo:

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