Crítica | Mais leve, "Mulher-Maravilha 1984" traz essência da heroína à telona Críticas, Filmes

Crítica | Mais leve, “Mulher-Maravilha 1984” traz essência da heroína à telona


Depois de diversos adiamentos causados pela pandemia da COVID-19, o filme Mulher-Maravilha 1984 finalmente chegará aos cinemas mundiais (e ainda bem!) na próxima quinta-feira, 17 de dezembro. Mais leve, o filme reforça a essência da personagem e é um acerto da DC. 

Já na cena de abertura, que foi divulgada publicamente pela Warner, podemos entender a válida insistência de ter o longa nas telonas, apesar de todos os adiamentos sofridos. A sequência, com uma fotografia de tirar o fôlego, mostra Diana ainda criança, na Ilha de Themyscira, durante uma das provas de treinamento das amazonas. Ali, já é antecipada a principal mensagem do filme e da personagem: a importância da verdade.

Como o próprio nome já diz, a trama acontece na década de 80. Mas, diferente de muitas produções que têm se passado no período, a caracterização de Mulher-Maravilha é praticamente atemporal, com exceção de uma breve passagem, ainda no começo do filme, por um shopping que poderia ter saído diretamente da 3ª temporada de Stranger Things.

Na trama, vemos uma Diana (Gal Gadot) mais madura e muito menos ingênua, que trabalha no Museu Smithsonian, em Washington DC. Após um assalto ao shopping, alguns artefatos são levados ao museu a pedido do FBI, para que sejam analisados. Um destes artefatos, porém, é bastante poderoso e realiza os desejos de quem encosta nele. É na busca de recuperar o item que aparece Maxwell Lord (Pedro Pascal), uma estrela de televendas que pretende se tornar um magnata do petróleo. Ao se aproveitar da colega de trabalho de Diana, Barbara Ann Minerva (Kristen Wiig), o vilão consegue se aproximar de suas ambições.

Talvez o ponto que trouxesse maior perigo de dar errado no filme fosse a volta repentina de Steve Trevor (Chris Pine) à trama, porém o roteiro conseguiu trabalhar bem com o acontecimento e, inclusive, usá-lo para fortalecer a heroína.

As ótimas atuações de Pedro Pascal, Chris Pine e Kristen Wiig fazem parte do ponto alto do longa. E, claro, Gal Gadot continua parecer que nasceu para ser a Mulher-Maravilha. A direção de Patty Jenkins também se mostra ainda mais consolidada, tornando o filme ainda melhor do que o primeiro.

Mulher-Maravilha 1984 é repleta de cenas de ação – algumas que até poderiam ser mais objetivas – que, em um tom mais leve e divertido, não parecem ser tão difíceis para a personagem, devido à força de seus poderes e itens. Além disso, o filme resgata a essência da heroína que, quando criada, foi justamente a ideia da não-força bruta que se tornou um diferencial. O amor, a empatia e a verdade são características da personagem bastante exploradas na produção. É um filme que entretém, diverte e, principalmente, nos remete a bons valores neste caótico 2020.

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