Foto: Divulgação. Críticas, Filmes

Oscar 2020 | Drama de guerra “1917” é um espetáculo técnico


“1917” é o mais novo filme do diretor Sam Mendes, de “Beleza Americana” e “007 – Operação Skyfall”. O drama de guerra vem chamando a atenção nesta temporada de premiações, principalmente no Oscar 2020, no qual foi indicado nove vezes.

Talvez o mundo não precise de mais filmes sobre a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais. Talvez a proposta de “1917” não seja lá tão original. Mas o empenho técnico do filme é, sem dúvida alguma, o que o destaca do resto.

Para começo de conversa, Sam Mendes optou por construir o filme apenas com longos planos-sequência (aquele tipo de plano que pega uma ação inteira sem cortes, sabe?). A técnica, também usada por Alfred Hitchcock no filme “Festim Diabólico” (1948), é extremamente trabalhosa, pois pede uma coreografia minuciosamente ensaiada tanto pelo elenco quanto pela equipe. Com cortes quase “invisíveis”, o intuito é dar a sensação de que o filme é um grande plano sequência.

A direção de Sam Mendes é cuidadosa e mostra controle absoluto sobre tudo o que acontece em cena – o que não é pouca coisa, visto que “1917” trabalha com explosões, centenas de figurantes e ações externas. Páreo duro na categoria de Melhor Direção (relembre os indicados aqui)!

A fotografia do filme, assinada pelo gigante Roger Deakins (“Blade Runner 2049” e “Fargo”), valoriza as escolhas de Mendes e consegue trazer beleza a algo tão deplorável quanto a guerra. A direção de arte de “1917” também não deixa a desejar, reconstruindo em grande escala cada centímetro desta época nem tão distante assim. Já a trilha sonora serve muito bem ao filme, valorizando o silêncio quando necessário e adicionando tensão nos momentos de maior adrenalina.

No elenco, a situação não poderia ser diferente. Atores de peso como George MacKay, Benedict Cumberbatch, Colin Firth, Andrew Scott, Dean-Charles Chapman e Richard Madden entregam performances de grande nível.

Tudo pode acontecer no Oscar 2020, mas algo é certo: “1917” merece ao menos algum reconhecimento pelos seus incríveis feitos técnicos.

 

Foto: Reprodução

Relacionado:

Leia mais sobre Filmes e confira mais Críticas

Comentários

comentários