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Crítica | “Adoráveis Mulheres” é adaptação à altura do clássico literário


Estreou nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (09/01) o mais novo filme da diretora e roteirista Greta Gerwig, “Adoráveis Mulheres”. A produção é uma adaptação do clássico literário de mesmo nome lançado em 1868 pela autora Louisa May-Alcott.

A história acompanha o dia-a-dia da família March e suas quatro meninas, Meg (Emma Watson), Jo (Saoirse Ronan), Beth (Eliza Scanlen) e Amy (Florence Pugh) que, apesar de enfrentarem uma crise financeira, não deixam amor, trabalho e boa vontade faltarem em casa.

Como abrange os acontecimentos dos dois volumes do livro, o filme trabalha com duas linhas temporais. Apesar do conteúdo volumoso a cobrir, Greta Gerwig não falha em passar para as telonas todo o amor e a união das Marchs, que é a essência de “Adoráveis Mulheres”.

Assim como o livro, o filme é o tipo de história crua e honesta que não precisa de efeitos especiais e grandes visuais para fazer o espectador sair da sala de cinema querendo mais. De fato, “Adoráveis Mulheres” parece um grande “abraço quentinho”, nos relembrando da habilidade inegável que Greta tem de contar histórias.

Desde o seu lançamento, há mais de 150 anos, o livro de Louisa May-Alcott foi adaptado inúmeras vezes para as mais variadas mídias. A versão de Gerwig evidencia o quão atual as questões levantadas pelas personagens da história (como as noções de qual é o papel da mulher na sociedade), ainda são.

Por fim, não podemos deixar de ao menos mencionar o elenco do filme. Apesar de contar com nomes de peso como Meryl Streep, Laura Dern, Emma Watson, Saoirse Ronan e Timothée Chalamet entregando performances satisfatórias, quem realmente se destaca é Florence Pugh, que consegue dar personalidade e profundidade à jovem Amy (estamos torcendo para que a atriz ganhe o reconhecimento que merece por este papel!).

“Adoráveis Mulheres” pode não ser o filme mais grandioso que você vai assistir nesta award season, mas é definitivamente o mais doce.

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