Foto: Reprodução. Séries

Confira 8 curiosidades sobre “A Maravilhosa Sra. Maisel”, série de Amy Sherman-Palladino


Tits Up! Lançada em 2017, “A Maravilhosa Sra. Maisel” rapidamente se tornou um dos maiores sucessos do Prime Video, serviço de streaming da Amazon.

A série é ambientada na Nova York do fim dos anos 50 e retrata o dia-a-dia de Miriam “Midge” Maisel, uma jovem dona de casa que vê sua vida perfeita desmoronar quando seu marido pede o divórcio. Logo, Midge descobre um lado seu que não fazia ideia que existia.

Para celebrar esta série tão querida pelo público e pela crítica especializada, que tal conferir 8 curiosidades sobre “A Maravilhosa Sra. Maisel”?

1. Gilmore Girls

“A Maravilhosa Sra. Maisel” tem roteiro, direção e produção executiva por Amy Sherman-Palladino e seu marido, Daniel Palladino, mesmos nomes por trás de “Gilmore Girls”. A série, que foi exibida de 2000 a 2007, acompanhava a vida de Lorelai e Rory Gilmore, mãe solteira e sua filha adolescente que viviam na pacata cidadezinha de Stars Hollow.

Por oito temporadas no ar (e sete nas mãos dos Palladino), “Gilmore Girls” se tornou um clássico absoluto dos anos 2000. Anos depois, a série ganhou um especial pela Netflix, o “Gilmore Girls: Um Ano Para Recordar”.

2. Em família

A grande inspiração de Amy Sherman-Palladino para criar o universo de Midge Maisel veio da sua própria família. Seu pai, Don Sherman, foi um comediante.

“Eu cresci com um bando de judeus sentados tentando fazer uns aos outros rirem. Eu conheci a mãe do Lenny Bruce quando criança porque ela meio que era a madrinha de todos os comediantes. Eu trabalhei na Comedy Store. Então o programa não foi tanto uma homenagem consciente a qualquer comediante em particular quanto foi algo que estava no meu zeitgeist. Eu tive uma reunião com o pessoal da Amazon e estávamos jogando ideias e eu tinha esta pequena ideia no fundo da minha cabeça. Eles disseram, ‘Ótimo. Vá fazer isso e nos traga de volta’.” 

O último episódio da primeira temporada de “A Maravilhosa Sra. Maisel” é dedicado a Don Sherman.

DonSherman

3. Susie

Voltando a falar sobre as garotas Gilmore… Alex Borstein, a Susie de “Sra. Maisel”, chegou a fazer algumas pontas em “Gilmore Girls”. Ela interpretou a Drella, que tocava a harpa no lounge do Inn na primeira temporada da série, e ainda a Sra. Celine, consultora de moda da Emily Gilmore (para esta personagem, Borstein contava com a ajuda da maquiagem para parecer mais velha).

Inicialmente, Alex Borstein seria a intérprete da Sookie, chef atrapalhada e melhor amiga de Lorelai, mas por problemas de agenda acabou sendo substituída pela ótima Melissa McCarthy.

Para os Palladino, a vontade de trabalhar com Borstein continuou – Daniel e Alex trabalharam juntos em “Family Guy”. Quando ela já havia decidido parar de atuar, Amy ligou para a colega, que estava morando em Barcelona, e ofereceu o papel de Susie.

“Com a Amy você não interpreta a mãe, ou a amiga gorda. Você não interpreta alguém de coração partido procurando um cara, você não interpreta um cobertor molhado. É só uma personagem legal e tridimensional que por acaso é mulher. É realmente muito raro, então não pude recusar.”

4. Midge

Antes de viver a nossa Midge Maisel, a atriz Rachel Brosnahan marcou presença em um bom número de séries conhecidas. Além de pontas em “Gossip Girl”, “Orange is The New Black”, “The Good Wife”, “CSI: Miami” e “Grey’s Anatomy”, a atriz teve papéis de maior destaque em “The Blacklist” (Jolene Parker/Lucy Brooks) e “House Of Cards” (Rachel Posner). Pelo último, inclusive, Rachel ganhou uma indicação ao Emmy 2015 de “Melhor Atriz Convidada em Série de Drama”.

Tantos trabalhos sérios contrastam fortemente com a cômica Midge Maisel. A verdade é que Rachel Brosnahan não era considerada naturalmente engraçada. “Eu passei a maior parte da minha vida ouvindo que não era engraçada. Perdi muitos trabalhos porque as pessoas diziam, ‘Gostamos muito dela, só que ela não é engraçada'”, afirmou. “Aconteceu o suficiente para criar um padrão. Eu pensava que talvez devesse ouvir [as críticas]. Agora eu percebi que você pode continuar aprendendo coisas, mesmo quando você já formou uma ideia bem sólida de quem é.”

Ainda bem que Rachel insistiu!

5. Amy Sherman-Palladino

No Emmy 2018, a criadora Amy Sherman-Palladino se tornou a primeira mulher na história da premiação a vencer nas categorias “Melhor Roteiro em Série de Comédia” e “Melhor Direção de Série de Comédia” – ambas pelo episódio piloto de “A Maravilhosa Sra. Maisel”.

Merecidíssimo!

6. Cinquenta tons de… Maisel?

Durante uma entrevista, Rachel Brosnahan afirmou que fez um teste para o filme “50 Tons de Cinza”, sucesso adaptado do livro de E. L. James. Coincidentemente, Michael Zegen, que vive Joel Maisel na série, contou que seu agente havia conseguido um teste para ele também, mas o ator recusou por julgar que era errado para o papel.

Alguns anos depois e os dois são um (ex?) casal fictício!

7. Os figurinos

A figurinista Donna Zakowska é a responsável por todos os looks estonteantes mostrados em “A Maravilhosa Sra. Maisel”. Desde a roupa de Midge até a dos figurantes, Donna estima ter criado em torno de 5 mil figurinos só para a segunda temporada da série. Destes, aproximadamente 70 foram feitos para a protagonista e 400 para o elenco principal. Claro que nem todos os figurinos desenhados foram confeccionados, mas mesmo assim os números são impressionantes. Como a própria figurinista diz, “[é uma produção] tão grande como um filme”.

Donna também afirma que Audrey Hepburn foi uma grande inspiração fashion para Midge na primeira temporada da série, enquanto Grace Kelly foi a grande musa da segunda.

8. Palavra por palavra

Que Amy Sherman-Palladino ama uma série verborrágica todos sabemos, mas será que os atores tem espaço para improvisar? Rachel Brosnahan já deixou bem claro que não: as falas dos personagens de “A Maravilhosa Sra. Maisel” são ditas exatamente como está no roteiro, sem tirar nem pôr.

“Sempre nos perguntam se há improviso na série. A resposta é não. É palavra por palavra, exatamente como foi escrito – até os ‘se’, ‘e’ e ‘o’.”, comentou em entrevista ao 92nd Street Y. “Porque a Amy escreve ritmicamente e isto é parte do que a faz ser uma escritora brilhante. É quase como Shakespeare: se você errar o compasso a coisa meio que para, então é desafiador.”

Falando nisso, o roteiro de cada episódio da série tem em média 10 a 15 páginas a mais que o de outras produções televisivas.

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