Crítica | Histórias Assustadoras mistura terror e fantasia, mas não assusta Críticas, Filmes

Crítica | “Histórias Assustadoras” mistura terror e fantasia, mas não assusta


Chega aos cinemas, nesta quinta-feira (08), com distribuição da Diamond Films, o filme Histórias Assustadoras para Contar no Escuro, com roteiro assinado por Guillermo del Toro, Kevin Hageman e Dan Hageman, e baseado nos clássicos contos de terror de Allen Schwartz e nas ilustrações de Stephen Gammell. A direção é de André Ovredal.

A trama se passa em 1968 na cidade de Mill Valley, há muito tempo assombrada pelos mistérios que envolvem a mansão da família Bellows. Foi no porão desta casa que uma jovem cheia de segredos, que era mantida trancafiada pela própria família, escreveu um livro com histórias assustadoras.

Em uma noite de Halloween, para dar mais graça às gostosuras ou travessuras, Stella (Zoe Colletti), Auggie (Gabriel Rush), Chuck (Austin Zajur) e Ramón (Michael Garza) decidem ir à mansão mal-assombrada. Lá, pela primeira vez, encontram o quarto da menina que vivia presa e, nele, o livro em que ela escrevia suas histórias assustadoras. Os amigos passam a descobrir, da pior maneira, que tudo o que está escrito ali, aconteceu de verdade e novas histórias são criadas, em tempo real, com eles mesmos sendo protagonistas.

A ambientação do filme é muito boa, até lembrando, de certa forma, a maneira Stranger Things de ser, apesar da diferença de épocas. Certa nostalgia, até em relação a clássicos do terror, é trazida ao vermos elementos que já fizeram parte de filmes do gênero, como o nostálgico cinema drive-in.

Tais referências, talvez até expliquem o uso de muitos clichês do terror no filme. Porém, ao misturá-los com fantasia, estilo explorado por Guillermo del Toro, faz com que deixe de ser assustador e o transforma em uma versão um pouco mais adulta de Goosebumps.

Ainda assim, apesar de poucas surpresas em relação aos acontecimentos da trama, bastante óbvia, é um filme com bom andamento e que se deixa totalmente aberto para uma possível continuação, o que até seria positivo, levando em consideração que muita coisa poderia ter sido mais aprofundada na trama, como a própria relação de amizade entre os personagens.

Em resumo, Histórias Assustadoras é um filme que merece ser assistido, mas passa longe de ficar marcado como uma produção inovadora ou até se tornar um clássico. É uma trama leve, com um terror leve e que mais funciona pela nostalgia do que pelas histórias propriamente ditas.

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