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Crítica | 3ª temporada de La Casa de Papel segue receita à risca, mas ainda surpreende


A terceira temporada de La Casa de Papel chegou à Netflix nessa sexta-feira (19), com e muita gente deixou de dormir para assistir às aventuras da gangue que conquistou o mundo com um assalto à Casa da Moeda espanhola. Abaixo, leia nossa crítica sobre os novos episódios da produção, mas, caso não tenha chegado ao fim da nova temporada, cuidado: há spoilers! 

Depois do bem sucedido assalto à Casa da Moeda de Madri, a gangue formanda por Professor (Álvaro Morte),  Tóquio (Úrsula Corberó), Rio (Miguel Herrán), Denver (Jaime Lorente), Nairóbi (Alba Flores) e Helsinki (Darko Peric) se espalha pelo mundo a fim de garantir a segurança de todos em meio à vida como procurados pela polícia.

Isso acaba quando Rio é capturado na ilha paradisíaca em que estava morando e, para salvá-lo, Professor decide interromper as férias de seus comparsas para um novo assalto, ainda maior do que o primeiro, com o objetivo de atrair a atenção da polícia e, assim, fazer com que esta devolva Rio, quem eles desconfiam estar sendo torturado.

A partir disso, a terceira temporada de La Casa de Papel segue exatamente a receita das duas partes anteriores, mas mostra que ainda tem terreno a ser explorado na trama, que ainda consegue surpreender e inovar, apesar de alguns momentos bastante parecidos com acontecimentos passados da série.

No caso desta produção, especificamente, não diria que seguir uma receita pronta é um demérito, já que foi desta forma que a série atingiu um sucesso mundial totalmente inesperado. A longo prazo, é claro, é muito possível que a trama fique cansativa, afinal já foi confirmado que haverá, ao menos, mais uma temporada de La Casa de Papel. Porém, até o momento, os episódios ainda surpreendem, de forma contundente, quando achamos que tudo está certo ou quando tudo está errado.

O plano de assaltar o Banco da Espanha é ainda mais antigo do que o do assalto à Casa da Moeda, mas com um agravante: é um plano de Berlim (Pedro Alonso), e não de Professor, o que dá um ar ainda mais aventuresco à trama. Mas nem isso faz com que a gangue sinta receio de ir adiante contra o Estado, como uma forma de resistência que, inclusive, ganha forte apoio do povo espanhol.

Um ponto diferenciado da nova temporada de La Casa de Papel é que, agora, nas mãos definitivas da Netflix (antes, a série era produzida pelo canal espanhol Antena3), a narrativa deixa de ser tão novelesca ao explorar as relações entre os envolvidos no assalto. Agora, o foco é realmente o novo golpe e tudo o que é necessário fazer para que saiam de lá vivos e livres.

Em suma, La Casa de Papel ainda é uma ótima série. No momento, o pensamento não é sobre ter se tornado cansativa. Pelo contrário, a difícil decisão é a de não maratonar a temporada inteira. A narrativa segue insana e prende do início ao fim, de forma ainda surpreendente.

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