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Crítica | Com Isabelle Huppert, suspense “Obsessão” demora a pegar no ritmo


Estreia nesta quinta-feira (13/06) nos cinemas brasileiros o mais novo filme do cineasta irlandês Neil Jordan (“Entrevista com o Vampiro”), o suspense “Obsessão”.

Com Isabelle Huppert (“Elle”) e Chloë Grace Moretz (“Carrie, A Estranha”) como protagonistas, o filme acompanha a jovem Frances (Moretz), que se vê perseguida após devolver a bolsa que Greta Hideg (Huppert), uma viúva solitária, esquece no metrô.

Apesar da premissa interessante, “Obsessão” tem um começo lento, no qual não consegue construir bem a atmosfera de suspense. É só quando chega na metade da história que o filme pega ritmo e finalmente prende a atenção de quem assiste, chegando até a construir bons momentos de tensão. É como se o filme em si demorasse para começar e o que assistimos na sua primeira parte fosse uma prequel morna.

Chloë Grace Moretz entrega uma boa atuação mas é a gigante Isabelle Huppert que, mais uma vez, rouba a cena. Com uma performance sutil, a francesa dá vida à uma personagem que esconde atrás da aparência doce uma natureza perversa. Conforme o filme passa, Huppert vai apresentando novas camadas de Hideg, permitindo que o público se surpreenda junto com Frances.

“Obsessão” falha ao não explorar mais cenas de tensão entre Frances e Greta. Com a história e o elenco que tinha em mãos, o diretor (que também ficou responsável pelo roteiro) tinha o potencial de produzir um grande thriller psicológico. No fim, ao dar espaço demais às cenas sobre a vida de Frances, o filme acaba perdendo força e se tornando mais um suspense morno.

Foto: Divulgação

 

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