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Crítica | Segunda temporada do suspense “Killing Eve”


Recentemente, a BBC America finalizou a exibição da segunda temporada da série de suspense com Sandra Oh, “Killing Eve”. Assim como na sua estreia, o novo ano da produção contou com oito episódios inéditos. Atenção: este texto contém spoilers.

A segunda temporada da série começa exatos 30 segundos após a detetive do MI6 Eve Polastri (Sandra Oh) surpreender a assassina Villanelle (Jodie Comer) com uma facada, eventos que fecharam a season finale anterior.

A partir daí, é como se a relação de poder entre as duas se equilibrasse. Agora, a psicopata vê Eve como uma igual e, com isso, a sua obsessão só aumenta (e vice-versa).

Ao contrário do que foi mostrado na primeira temporada, o novo ano de “Killing Eve” nos mostra Villanelle e Eve trabalhando lado a lado. O jogo de gato e rato, que acrescentava tanto à série, acabou. Mas, apesar da perda ser significativa, a química existente entre as duas, somada à performance inigualável de Comer, mantém o encanto sobre a produção.

A nova dinâmica custa uma certa queda de qualidade (a primeira temporada de “Killing Eve” continua sendo superior), mas levanta novos pontos a se explorar no relacionamento conturbado das duas. Poderia uma psicopata impiedosa como Villanelle ter se apaixonado por Eve? Teria a detetive descoberto um lado sombrio de sua personalidade ou só está perdendo a cabeça?

São muitas as questões levantadas, mas no fim todas nos deixam com os olhos grudados na televisão.

A season finale desta segunda temporada deixou um gancho e tanto para os próprios episódios. Apesar disto, esta exata ferramenta já foi utilizada antes pela série (Eve esfaqueou Villanelle e agora Villanelle atirou em Eve), o que nos leva a torcer para que “Killing Eve” não recorra constantemente a uma solução tão barata e preguiçosa para prender a atenção dos espectadores.

Como já havíamos mencionado na nossa crítica do primeiro ano da série (link abaixo), Jodie Comer continua dando um show de atuação. A atriz é perfeita para o seu papel e aparenta estar mais confortável do que nunca vivendo Villanelle. Em adição à sua performance, o roteiro de Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”) adiciona um tom cômico que torna “Killing Eve” uma série que consegue misturar suspense, drama e humor em uma trama envolvente.

Foto: Reprodução/Facebook

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