Crítica | Tolkien aborda jornada do autor com irmandade, romance e guerra Críticas, Filmes, Literatura, Trending

Crítica | Tolkien aborda jornada do autor com irmandade, romance e guerra


Nesta quinta-feira (23), chega aos cinemas brasileiros a cinebiografia Tolkien, sobre a vida de um dos autores mais populares do universo da fantasia. 

O longa, que marca a estreia de Dome Karukoski como diretor no cinema hollywoodiano, aborda a jornada de John Ronald Reuel Tolkien (Harry Gilby e Nicholas Hoult) desde a infância, quando ainda morava com a mãe e o irmão, passando por sua traumática ida à Primeira Guerra Mundial, e chegando ao momento em que começa a escrever O Hobbit.

Não parece surpreendente que o autor de tantas jornadas memoráveis tenha vivido sua própria jornada até lançar seu primeiro livro. E esta é a parte mais interessante do filme: repleto de referências às obras de Tolkien, o filme transforma sua própria vida em uma aventura, começando ainda criança, quando ficou órfão e foi morar em um abrigo. Lá, teve a primeira relação de considerável importância para sua trajetória, conhecendo Edith Bratt (vivida por Lily Collins), quem se tornaria o amor de sua vida. A atriz Lily Collins, inclusive, é o destaque do filme, que tem ótimas atuações.

No mesmo período, ao ter que mudar de escola devido ao novo lar que habitava, John Ronald conheceu três pessoas que também tiveram grande importância para sua própria jornada: os amigos Robert Gilson (Albie Marber), Geoffrey Smith (Adam Bregman) e Christopher Wiseman (Ty Tennant), com quem criou a própria sociedade de leitura, denominada T.C.B.S. (Tea Club Barrovian Society).

Em contraponto ao que poderia ser uma cinebiografia totalmente genérica, cada momento da vida de Tolkien, no filme, leva às imagens dele na Primeira Guerra Mundial, para a qual ele foi enviado quando ainda era um estudante de Oxford. É nesta parte do filme em que é evidenciado um certo clima de “aventura” no longa, que mais se aproxima das obras criadas pelo autor. Durante quase toda a parte mostrada da guerra, Tolkien tem apenas um objetivo: encontrar seu amigo Geoffrey em meio à uma violenta batalha. Nem mesmo em um dos momentos mais difíceis da vida, ele deixou a irmandade de lado.

Apesar desta tentativa de transformar a história de Tolkien em uma jornada cinematográfica, o que realmente ganha a produção são as diversas referências às obras do autor, que aquecem o coração de cada fã telespectador. De forma geral, o filme é bem leve e a preocupação é, realmente, mostrar a trajetória de John Ronald até ele se tornar o famoso J. R. R. Tolkien.

Foto: Divulgação

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