Em nova cena de "Cemitério Maldito", gato da família reaparece misteriosamente Críticas, Filmes, Trending

Crítica | “Cemitério Maldito” entretém, mas perde principal essência do livro


Chega aos cinemas brasileiros, nesta quinta-feira (09), o filme Cemitério Maldito, uma nova adaptação da aclamada obra “O Cemitério”, de Stephen King. Abaixo, a crítica não contém spoilers. 

Com distribuição da Paramount Pictures, o filme mostra a história da família Creed, formada por Louis (Jason Clarke), Rachel (Amy Seimetz) e os filhos Ellie (Jeté Laurence) e Cage (Hugo Lavoie), que acaba de se mudar a uma pequena cidade do Maine chamada Ludlow. Após a mudança, eles descobrem que o terreno da nova casa abriga um misterioso cemitério usado para enterrar animais de estimação.

Quando uma tragédia acontece, Louis pede ajuda ao seu estranho vizinho Jud Crandall (John Lithgow), dando início a uma reação em cadeia perigosa que liberta um mal imprevisível com consequências horripilantes.

O ponto desta crítica, na verdade, não é nem comparar o filme ao livro de Stephen King. Porém, o primeiro erro de Cemitério Maldito foi, já no trailer, revelar qual dos filhos seria atropelado, já que esta poderia ser uma das surpresas da produção.

Outro ponto a ser ressaltado é a perda da principal essência do livro. A questão nem é exatamente sobre a adaptação ser 100% fiel ou não, até porque é totalmente possível ter uma adaptação melhor ou tão boa quanto a história original. Porém, em Cemitério Maldito, a principal essência da narrativa, o luto, é perdida, de forma que o sentimento não seja tão explorado. Isto, de certa forma, acaba deixando o filme mais superficial, já que muitas das ações de Louis são movidas, justamente, pelo luto.

A história de Stephen King, em si, não tem grandes oportunidades de assustar o leitor e, com a tentativa de tornar o filme mais próximo ao gênero do terror, dois fatores foram negativos ao roteiro da produção: o primeiro, a tentativa de usar a irmã da Rachel, a todo tempo, como uma válvula de escape ao terror e à utilização de jump scares, quando o foco poderia ter sido em aprofundar outros personagens; a segunda, mais grave, foi o motivo inconsistente de Jud ter levado Louis ao cemitério, mesmo tendo tido uma experiência nada recomendável no passado.

Por fim, é importante ressaltar ao telespectador, principalmente aos fãs de Stephen King, que Cemitério Maldito não é 100% baseado na obra do autor, já que há consideráveis mudanças no roteiro, apesar de manter o contexto geral. É importante, portanto, assistir ao filme de forma isolada ao livro. Dito isso, o longa entretém, dá sustos e mantém o telespectador curioso e interessado no que vai acontecer a todo o momento, até o final, um tanto quanto superficial.

Assista ao trailer de Cemitério Maldito:

Comentários

comentários