Exclusivo | Conheça o Hot City Horns, trio de metais que é novidade em turnê de Paul McCartney Música

Exclusivo | Conheça o Hot City Horns, trio de metais que é novidade em turnê de Paul McCartney


A turnê Freshen Up, de Paul McCartney, desembarcou pela primeira vez no Brasil nesta semana, para três apresentações no país: duas que já aconteceram em São Paulo e outra em Curitiba, que acontecerá neste sábado (30). 

A grande novidade da turnê, além de mudanças pontuais no setlist, foi a inclusão do Hot City Horns, trio de metais que participa, com muito carisma, de diversas músicas dos Beatles, Wings e carreira solo de McCartney.

Formado por Mike Davis, Paul Burton e Kenji Fenton, o trio estreou com Paul McCartney em setembro do ano passado, durante uma apresentação especial de divulgação do disco “Egypt Station” na Grand Central Station, em Nova York.

Em um comentário ao Pop Cultura, Paul McCartney falou sobre a ideia de incluir um trio de metais na nova turnê, além da coincidência de dois integrantes terem se formado no LIPA (Liverpool Institute of Performing Arts), escola que ajudou a fundar.

Paul McCartney: É fantástico que um grupo do LIPA (Liverpool Institute of Performing Arts) nessa turnê. Primeiro, eu falei com Wix, nosso tecladista. Disse a ele que eu queria ter uma seção de metais para esta turnê e perguntei se ele conhecia alguém bom. Ele disse que sim, que esteve trabalhando com uns caras muito bons e que eu deveria tentar com eles. E assim fizemos. E aí eu descobri que dois deles eram do LIPA. Foi lindo. Foi uma ótima reunião porque nós conversamos sobre a graduação deles quando eu estava lá. E eles trabalharam muito bem. São músicos muito bons, ótimos caras e eles têm mais um amigo que completa a banda, Kenji, e eles são um ótimo trio juntos.

Em entrevista exclusiva ao Pop  Cultura, os integrantes comentaram sobre como eles entraram para a banda de Paul McCartney, além de nos contarem como foi a escolha das faixas das quais participariam e quais outras gostariam de tocar. Confira:

– Como vocês se juntaram e formaram o Hot City Horns?
HCH: Mike (Trompete) e Paul (Trombone) se conheceram enquanto estudavam música no Liverpool Institute of Performing Arts (LIPA), a escola fundada por Paul McCartney na metade dos anos 90 no lugar de sua antiga escola. A instituição foi pensada para dar aos estudantes um meio para aprimorar sua habilidade e deixá-los prontos para a vida de trabalho pelo mundo. Kenji (Saxofone) estava estudando em Manchester, no Royal Northern College of Music. Eles se encontraram diversas vezes enquanto estudavam e se mudaram para Londres em um período próximo. Então começaram a trabalhar juntos e, eventualmente, começaram a ser contratados para várias turnês e sessões de estúdio.

– Como foi seu primeiro encontro com Paul McCartney? Vocês ficaram nervosos? 
HCH: Quando você começa com qualquer novo artista, sempre dá um frio na barriga, mas nada se compara a trabalhar com o melhor músico do planeta. O fato de ele não ter feito turnês com metais por tanto tempo aumentou a pressão. Mas ele foi tão legal e nos fez sentir tão em casa no primeiro encontro que o nervosismo logo acalmou e pudemos falar do trabalho.

– Sua primeira aparição pública com o Paul foi em um show intimista na Grand Central Station, em Nova York. Foi diferente do que tocar em grandes palcos, como vocês já fizeram com outros artistas? 
HCH: Fazer um show em um lugar tão icônico e incomum foi uma experiência incrível e obviamente foi diferente do que em grandes arenas e estádios. O fato de ter sido transmitido ao redor do mundo pelo YouTube e de nós termos tocado no meio de uma plateia cheia de rostos famosos apenas acrescentou à experiência.

– Naquela performance, ninguém ainda sabia que vocês sairiam em turnê com a banda de Paul. Como foi o convite para se juntar a ele e à banda ao redor do mundo?
HCH: Nós trabalhamos com o tecladista e Diretor Musical de longa data de Paul, Paul ‘Wix’ Wickens alguns anos atrás em um evento de caridade no Royal Albert Hall, em Londres. Alguns meses antes da turnê começar, nós recebemos um e-mail de Wix explicando que o Paul estava pesando em adicionar metais e nós iniciamos o processo daí. Paul queria que isso fosse uma surpresa, então tivemos que manter o sigilo. Muitos dos nossos amigos e familiares não sabiam onde estávamos indo e nem o que faríamos quando deixamos o Reino Unido para ir a Nova York no início de setembro.

– Como foi o processo de escolha do repertório que vocês iriam tocar? Vocês puderam sugerir alguma música nova?
HCH:
Antes de nos encontrarmos com Paul, nós nos encontramos com Wix para combinar as músicas que precisariam de metais e versões específicas que precisávamos ouvir. Aí, pudemos voltar para casa e fazer nossa lição. Em uma reunião com o Paul, ele foi muito prático e sabia o que queria, então nós apenas ouvimos e fizemos o que foi pedido. Foi ótimo vermos um artista que estava tão envolvido com cada detalhe de seu show.

– Há alguma música do Paul (Beatles, Wings e carreira solo inclusas) que não está no setlist no momento, mas que vocês acham que soaria bem com o Hot City Horns?
HCH: Nós amamos tocar muitas das músicas que já estão no setlist, como Live and Let Die, Lady Madonna e Letting Go, mas uma que não tocamos foi “Silly Love Songs”. Essa é uma ótima canção, com ótimas partes de metais, então seria ótimo tocá-la algum dia.

– O povo brasileiro é conhecido por ser um um público bastante caloroso. Sendo o Hot City Horns algo novo no show, como vocês esperam que os fãs reajam à suas performances? 
HCH: Nós já vimos, no chile e na Argentina, que o público da América do Sul é extremamente apaixonado, caloroso e barulhento. Os fãs claramente amam a música do Paul por aqui e nós temos certeza que não será diferente no Brasil, se não ainda melhor!

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Foto: Reprodução / Facebook

Colaboração: Heitor Crespo

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