"Tem Moda Pra Tudo" | Matheus e Kauan celebram todas as artes em novo DVD Música

“Tem Moda Pra Tudo” | Matheus e Kauan celebram todas as artes em novo DVD


A dupla Matheus e Kauan lançou, nesta sexta-feira (22), seu sexto e novo DVD, “Tem Moda Pra Tudo”, que, de forma mais intimista, celebra todas as artes, com selo da Universal Music

Nesta quinta-feira (21), em coletiva de imprensa em São Paulo, para a divulgação do novo trabalho, os irmãos falaram mais sobre a ideia de juntar todas as formas de arte em uma só:

“Quando a gente pensou em juntar todas as artes foi porque a música é uma arte inserida em todas as outras, na dança, no teatro, em tudo. A gente quis mostrar para as pessoas que a música realmente pode transformar vidas, relacionamentos e está inserida em qualquer tipo de arte”, afirmou Matheus.

“Tem Moda Pra Tudo” conta com 12 músicas inéditas e ainda inclui as participações de Marília Mendonça, Jorge e Mateus, com quem já haviam trabalhado, e Gusttavo Lima, nas canções “Vou Ter Que Superar”, “Quarta Cadeira” e “Mágica”, respectivamente.

Sobre a nova participação com Jorge e Mateus, dupla que apoiou Matheus e Kauan desde o início, tendo participado de seu 1º DVD, este último comentou:

“‘Quarta Cadeira’ é uma das músicas mais especiais do DVD. Desde que a gente a ouviu, acreditamos muito na música. E a gente achava também que seria a cara do Jorge e Matheus. Eles ouviram a música e ficaram encantados também, então a gente espera que ela seja ainda algo mais nesse lançamento.”

Sobre parcerias, ainda, Matheus e Kauan afirmaram que não deve haver preconceito com diferentes gêneros musicas e que, mesmo sendo sertanejos, eles se interessam por outros estilos de música, desde que a mensagem passada aos fãs seja sempre positiva. Além disso, os irmãos ainda demonstraram interesse em gravar canções em outras línguas,  com artistas internacionais.

“Eu acho que não tem que ter esse preconceito de que a gente é sertanejo e não pode gravar algo de reggae, com a Anitta ou com qualquer outro tipo de gênero. Desde que a gente esteja passando uma mensagem positiva, que é o que a gente mais se importa, para poder ajudar as pessoas de alguma forma através da música”, afirmou Matheus.

“A gente já tem feito algumas turnês internacionais. A última foi nos Estados Unidos. Mas a gente pensa, sim, em gravar alguma coisa em outra língua, espanhol ou inglês. Com certeza, com essa nossa vontade de mudar as coisas e estar sempre inovando, fazendo coisas diferentes, vamos pensar em gravar com algum artista de fora e ir além do que a gente já faz”, revelou Kauan.

A dupla ainda afirmou que, devido aos aprendizados em cada processo que passam, “Tem Moda Pra Tudo” pode ser o trabalho mais sólido lançado por eles até o momento.

“A cada processo que passa a gente tem uma evolução, a gente aprende mais com isso. Então, talvez seja o nosso projeto mais sólido, até porque teve uma preocupação enorme em relação ao repertório, cenário e participações”, afirmou Kauan. “Acho que o lado pessoal conta muito pra isso. Hoje a gente vive um momento muito bom de paz. A gente já errou o que tinha que errar”, completou Matheus.

Ouça “Tem Moda Pra Tudo”, novo álbum de Matheus e Kauan:

Faixa a Faixa:

Vou Ter que Superar (participação de Marília Mendonça)

A canção aborda o caso de um amor perdido e a dor de vê-la nos braços de outro, sob as curtidas das amigas nas redes sociais. Diz a letra: “Fui bobo, imaturo demais, deixei escapar entre meus dedos (…). Se eu pudesse tentava de novo ter você aqui…” Resta a esperança de ver o tempo curar essa ferida…

Não pedi pra me amar

“De novo você me pergunta como foi gostar de mim / Eu não tenho culpa se o seu corpo adora o meu colchão, sou sua única opção entre o juízo e a razão. / Eu não pedi pra me amar, não pedi pra trazer roupa pra minha casa, não insisti pra me beijar na boca, e agora, como é que para? Não para.” Aí está outra música pronta para gerar identificação em qualquer ouvinte, sem perder a ternura e a capacidade de se divertir com a chamada sofrência, que delícia que é cantar esse sentimento.

Quarta Cadeira (participação de Jorge e Mateus)

E então o sujeito olha para o novo namorado da ex e pensa que ele há de sofrer como ele e outros tanto já sofreram. Esse é o fio da meada desta canção, que diz claramente: “Esse frio na barriga já me pertenceu. / Esse só está te amando desse jeito porque ainda não te conheceu direito. / Mas o fim dessa história é sempre o mesmo: ela vai te dar sorrisos durante o beijo, você vai gostar, vai planejar a vida deitado em seu peito, você vai acreditar, vai usar o mesmo beijo que usou pra te ganhar, pra se despedir sem se explicar.” A letra conta que em uma mesa com quatro cadeiras, três já foram enganados e você será o próximo. Que sina! “Não adianta se iludir”.

Pedacim de noite

Bastou uma noite para você se apaixonar. De novo: quem nunca? Mas aqui, nem de ser iludido o cara pode acusar a moça. Ela bem que avisou que não havia compromisso. Convém reparar na inversão de papéis ditada pela primavera feminista. Se antes isso parecia atitude masculina, agora são as mulheres que previnem os homens sobre suas aventuras: “Você deixou bem claro que era só mais um encontro avulso, ninguém aqui queria sentimento, mas a gente mandou bem no escuro”, eles cantam, para continuar: “Como é que fica se eu preciso ir, me diz como é que eu vou me levantar dessa cama e sair, se o problema dorme aqui? / Bastou um pedacinho de noite pra eu me apaixonar (…)” Pobre rapaz.

 Tem moda pra tudo

Batiza o DVD com todas as bênçãos que um trabalho bem criativo merece. “Meu coração perguntou por você, mas eu não soube dar uma resposta, faz tanto tempo que a gente não topa, ela tá por aí e eu tô por aqui, com as cachaça de sempre na mente”, avisa o cancioneiro, que clama: “Tem moda pra beber, tem moda pra chorar, tem moda pra tudo, só não tem pra desapaixonar. / Tem moda pra sofrer, tem moda pra voltar, então como é que eu faço pra esquecer de lembrar…” Aí está mais um desesperado pela cura de uma paixão que ficou.

 Baixinha

O que fazer quando o homem, tão cheio de si, se vê dominado pelo que ele acreditou ser o sexo frágil, que de frágil, nada tem. Essa balada vai muito bem nesta canção, que avisa: “Baixinha, folgada, quer dominar a casa, ligeira, se acha, quer controlar minha cachaça, já quer podar minhas baladas. / Se acha que eu vou aceitar, vou não, vou não… Vou sim. / Não tem nem tamanho de gente, já lotou meu coração… / Tá ficando gigante o amor, essa pequena tá mandando em mim. Tá não, tá não… Tá sim.”

Ô, se tá.

 Bebeu, lembrou

Sabe aquela brincadeira que diz: “Se beber, não tuite”, porque seus instintos podem dominar seu raciocínio e tornar suas fragilidades públicas, por meio das redes sociais? É mais ou menos isso que acontece nesta música. “Arrumou outro pra se iludir, mas não adiantou (…) Bebeu lembrou, chorou ligou, são as saudades que você não evitou. Bebeu lembrou, chorou ligou, essa chamada o coração não completou, você nem vai ouvir o meu alô.”

 Mágica (participação de Gusttavo Lima)

Quanto custa abrir mão de uns para ganhar outros? Diz a canção: “Eu já perdi muitos amigos por causa de você (…) Se quer saber se me arrependo, eu não. Se troco essa nossa vida? Troco não. E longe de você é tudo mais ou menos: se eu ganhar o mundo sem você, eu tô perdendo.” A letra ainda roga praga para outros parceiros: “O fim de semana na boate e ninguém te satisfaz. / E ninguém faz a mágica que você faz no meu corpo.

 Anticorpos

Tudo é uma questão de dosagem, mas quem controla o amor? “Se eu já tivesse superado esse negócio, se contra você, coração, tivesse anticorpos, não perderiam de me embriagar com promessas tão vazias”, diz a letra. “Se eu tivesse te beijado um pouco menos e me afastado um pouco mais, talvez essa saudade pegaria um pouco mais leve./ Se eu entendesse que pra mim você não serve”. E uma boa frase para consolar corações preteridos: “O coração achou de você morar, mas foi só visita”.

 Consórcio

A canção dá a dimensão da relação aqui presente: “Você se arruma pra me encontrar, bem calculado o que vai falar, que ama, tem saudade e jura que eu sou sua metade, ah, tá. / Você tem quantas partes, fala pra mim, e pra metade da cidade, ah, tá, como eu queria que fosse verdade. Sua boca não é só minha (…)  Você dorme um dia aqui e seis na rua, e dividir você, pra mim não é negócio, isso não é amor, e consórcio.”

 De novo, é bom notar como os comportamentos antes masculinos aqui se traduzem na nova mulher empoderada, recém-descoberta por reflexões e atitudes do universo feminino. Viva!

 Estabelecimento

Vamos priorizar o cliente mais assíduo? Este, da canção, pede atenção: “Cadê a consideração com seu cliente? / Desse jeito vou ter que chamar o seu gerente. / Como assim, ‘a cerveja acabou’? / Pode chamar de volta o cantor, que eu sou fã, nunca vi um bar baixar as portas tão cedo, às 7 da manhã, como é que você quer fechar o estabelecimento, agora que meu sofrimento está em alta, respeito pelo que já bebe aqui  faz tempo, senão vou manar te demitir por justa causa.

 Cerveja, sal e limão

Trata-se de uma ode ao prazer do relaxamento, ao esquecimento da obrigação, mas não da dor de amor, isso jamais! “Eu já perdi a noção do tempo, hoje eu não fui trabalhar e nem pretendo amanhã, que até agora eu não descobri quantas notas eu vou precisar pra te tirar de mim e aceitar o nosso triste fim.”

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