Nos 50 anos do 'Rooftop Concert', dos Beatles, veja 10 curiosidades sobre o show Música

Nos 50 anos do ‘Rooftop Concert’, dos Beatles, veja 10 curiosidades sobre o show


Aconteceu há 50 anos. As gravações do filme “Let It Be” – que ganhará uma versão remasterizada – já estavam em fase final e os Beatles queriam um gran finale: eis o fatídico ‘Rooftop Concert’.    

Durante janeiro de 1969, Michael Lindsay-Hogg (que dirigiu os clipes ‘Paperback Writer, ‘Rain’, ‘Hey Jude’ e ‘Revolution’) estava filmando alguns dos momentos finais da maior banda do mundo, enquanto John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr ensaiavam e gravavam as músicas que apareceriam no álbum ‘Let It Be’.

Um concerto ao vivo foi sugerido como forma de terminar o documentário e, então, no dia 30 de janeiro, os Beatles subiram as escadas da Apple em direção ao telhado. Foi  última vez em que os Beatles fizeram uma apresentação ao vivo juntos.

1) Savile Row

Rooftop Concert

Os Beatles compraram o prédio no verão de 1968 e instalaram um estúdio no porão. Depois da gravação de Let It Be, o estúdio também foi usado nas gravações dos álbuns ‘Son of Schmilsson’ (1972), do Harry Nilsson; ‘Painted Head’ (1972), de Tim Hardin; ‘Ringo’ (1973), do Ringo; ‘Living in the Material World’ (1973), do George; ‘Daltrey’ (1973), do George Daltrey; e ‘Ass’ (1973), da banda Badfinger. O edifício pertenceu à Apple até 1976. Em 2013, a loja americana ‘Abercrombie & Fitch’ abriu um outlet no local.

Foto tirada por mim em janeiro de 2014

Foto tirada por mim em janeiro de 2014

2) O Gran Finale

The Beatles Rooftop Concert

A ideia de encerrar Let It Be com uma performance dos Beatles ao vivo existiu por um tempo. Neil Aspinall: “Eles estavam falando sobre fazer o concerto em um barco ou num anfiteatro na Grécia… ou no Roundhouse, em Londres”. Quatro dias antes do evento, dia 26 de janeiro, o telhado foi o escolhido. Podemos ver a banda discutindo o final do filme na última parte do Anthology.

3) A filmagem

The Beatles Rooftop Concert

O show teve início ao meio-dia de uma quinta-feira tipicamente britânica: um dia frio e nublado. A apresentação durou 42 minutos. Metade do show, mais ou menos, é mostrada no filme “Let It Be”. O diretor Michael Lindsay-Hogg e sua equipe priorizaram a chegada dos Beatles ao telhado (como o Paul pulando para cima e para baixo testando o novo palco) e duas máquinas de 8 canais que foram transferidas do porão para que gravassem as músicas. Algumas câmeras foram usadas, inclusive filmando a reação das pessoas que passavam pela rua.

4) Posições

The Beatles Rooftop Concert

Haviam se passado dois anos, cinco meses e um dia desde a última apresentação ao vivo dos Beatles, Candlestick Park, em São Francisco. No Rooftop Concert, pela primeira vez, a banda se posicionou diferentemente do que faziam nas turnês: George, que costumava ficar no meio, ficou à esquerda de seus companheiros, trocando de lugar com John. Na ocasião, também havia mais um integrante na banda: Com seu órgão Hammond B3, Billy Preston ficou atrás de Paul e à direita de Ringo.

5) George Martin se escondeu

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Empregados da Apple e a equipe de filmagem cercaram a banda no Rooftop Concert, assim como o roadie de longa data, Mal Evans, entretanto, duas pessoas importantes não estavam no telhado: George Martin resolveu se esconder no porão: “muito preocupado se eu pararia na delegacia da Savile Row por atrapalhar a paz do local”; e Neil Aspinall, que perdeu o show por completo: “Eu não estava lá. Eu estava no hospital com minhas amídalas sendo retiradas”.

6) Get Back Back

Paul McCartney

A banda começou com um ensaio de “Get Back” (a música havia sido gravada no dia 24). O tímido aplauso do grupo de pessoas no telhado fez Paul murmurar uma referência ao jogador de Cricket Ted Dexter, seguido por Lennon: “Nós recebemos um pedido de Martin Luther”. A canção foi então tocada pela segunda vez. A performance que vemos no filme “Let It Be” é uma edição dos dois takes.

7) Don’t Let Me Down lá de baixo

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Foram feitos dois takes de Don’t Let Me Down. O primeiro pode ser visto na filmagem do show (Lennon visivelmente gostava de interpretar a letra), enquanto uma edição dos dois takes foi incluída no Let It Be… Naked, de 2003. Você pode ouvir a gravação da música da forma como foi escutada da rua, naquele dia, abaixo:

8) Beatlemania!

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A partir de certo momento, já havia uma multidão de pessoas na rua tentando entender o que estava acontecendo naquele que foi o almoço mais legal da vida de muitos fãs. Entretanto, nem todos estavam felizes ao ouvir a maior banda do mundo fazendo um show de graça. Stanley Daves, um comerciante de lã vizinho da Apple, disse: “Eu quero que esse maldito barulho chegue ao fim! Isso é absolutamente uma desgraça!”. Outras reações de quem estava na rua foram capturadas pelas câmeras do “Let It Be”. A maioria delas era algo como “Fantástico! Fabuloso!” e “É ótimo ter algo de graça no país neste momento”.

9) A polícia chegou

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Com o tráfego começando a ser afetado nas ruas ao redor do prédio, o posto policial mais próximo (localizado na 27 Saville Row) foi acionado. Mal Evans havia instalado uma câmera escondida na recepção da Apple que captou a reação dos policiais. Ken Wharfe, um jovem policial que estava em horário de turno naquele dia relembrou a ocasião na comemoração dos 40 anos do Rooftop Concert:

10) Final Alternativo

The Beatles Rooftop Concert

O Rooftop Concert foi um momento que marcou a história dos Beatles do jeito que aconteceu, mas nem todos ficaram satisfeitos com o resultado final. Como Ringo relembra no Anthology: “Eu sempre fico decepcionado com a polícia. Quando eles chegaram, eu estava tocando  e eu só conseguia pensar ‘ótimo, tomara que me levem daqui!’. Nós estávamos sendo filmados e isso seria ótimo para o filme, chutando os pratos e tudo. Bem, eles não fizeram isso, claro, apenas chegaram e disseram: ‘vocês terão que desligar isso’. Teria sido fabuloso.”

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