The Killers lança música e clipe anti-Trump; conheça Land of the Free Música

The Killers lança música e clipe anti-Trump; conheça “Land of the Free”


A banda The Killers lançou, nesta segunda-feira (14), a música “The Land of the Free” [A terra dos Livres, em tradução literal], junto de seu clipe. A faixa marca o retorno do grupo ao estúdio, sendo o seu primeiro lançamento desde 2017. 

A faixa traz um contraste entre o coro, muito característico da música gospel americana, e a letra que cita diversos problemas enfrentados pelos Estados Unidos recentemente, principalmente em relação ao racismo, à política das armas e à imigração.

O clipe, dirigido por Spike Lee, traz imagens de famílias que tentam entrar nos Estados Unidos através da fronteira com o México.

“But if you’re the wrong color skin, you grow up looking over both your shoulders” (Mas se você é da cor da pele errada, você cresce olhando sobre ambos os ombros”.

“How many daughters, tell me how many sons, do we have to put in the ground before we just break down and face it? We’ve got a problem with guns.” (Quantas filhas, me diga quantos filhos, nós temos que colocar no chão antes de percebemos e enfrentar isso? Nós temos um problema com armas).

“Down at the border, they’re gonna put up a wall Concrete and rebar steel beams” (Lá embaixo, na fronteira, eles vão construir uma muralha. Vigas de concreto e vergalhões)

Veja o clipe de “The Land of the Free”:

Em um comunicado divulgado nas redes sociais da banda, Brandon Flowers contou um pouco sobre a criação da música. Segundo o vocalista, a ideia começou a surgir após o tiroteio de Sandy Hook, em dezembro de 2012.

“No dia 14 de dezembro de 2012, acordei, desbloqueei meu telefone e, como muitos outros, vi os pedidos para ‘Orar por Sandy Hook'”, afirmou Flowers.

“A notícia foi devastadora. Um soco no estômago. Mas, infelizmente, ainda mais chocante que o normal. Como pai, nunca compreenderei completamente o que essa comunidade e esses pais passaram. Mas minha educação na igreja me ensinou a chorar com aqueles que choram e eu fiz da melhor maneira que eu pude. Eu chorei por essas crianças e professores. Eu fiquei de joelhos e orei por essas famílias. Se houve um momento em que eu mentalmente comecei a trabalhar em ‘Land of the Free’, foi esse”

“Nós desonramos nossos valores, nossos antepassados e nossa herança quando jogamos gás lacrimogêneo em nossos irmãos e irmãs que procuram asilo”, continuou Flowers.

“Eu vejo minha família nos rostos dessas pessoas vulneráveis. Afinal, não faz muito tempo que minha avó e sua família imigraram da Lituânia para escapar da opressão nos Estados Unidos. Eles escolheram deixar tudo o que sabiam para vir para nosso país e trabalhar em empregos extenuantes em minas de carvão perigosas, em vez de resistir a tirania em casa”.

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