A Maldição da Residência Hill é uma das melhores séries do ano Séries, Trending

11 curiosidades que você talvez não saiba sobre “A Maldição da Residência Hill”


“A Maldição da Residência Hill” foi uma das grandes surpresas positivas em relação às séries originais da Netflix lançadas neste ano. 

A produção é uma remontagem feita por Mike Flanagan da obra de Shirley Jackson, “A Assombração da Casa da Colina”, publicada pela primeira vez em 1953.

Em entrevista ao Entertainment Weekly, Flanagan contou diversas curiosidades e segredos sobre a produção da série, desde o momento em que recebeu o projeto, até as execuções mais difíceis durante a produção, como o fatídico 6º episódio, intitulado “Duas Tempestades”.

Caso você ainda não tenha terminado de assistir à série, cuidado! Há muitos spoilers pela frente! 

Confira curiosidades sobre “A Maldição da Residência Hill”:

1) A ideia de remontar a obra de Shirley Jackson surgiu porque Mike Flanagan achou que, talvez, o que o livro apresentava não tivesse material suficiente para transformá-lo em uma série de TV.

“Enquanto eu pensava sobre isso, me pareceu inútil fazer uma adaptação do livro como ele é. Assim como também me pareceu inútil me basear na adaptação do Robert Wise [“Desafio do Além”, no Brasil]. Então sempre pareceu que nós tínhamos que fazer algo diferente e, para mim, foi sobre abrir o livro, ler linha a linha e escolher os momentos e os personagens, além de temas e até partes de orações que me chamaram atenção ao tentar pegar todas aquelas peças e colocá-las juntas a fim de criar uma nova ordem e construir tudo ao redor delas.”

2) Mike Flanagan ficou preocupado com a reação dos fãs de Shirley Jackson quanto à remontagem.

“Ter remontado a obra, em vez de adaptado, me deu muito medo no começo, porque eu não sabia ao certo como os fãs de Shirley Jackson reagiriam àquilo. Acho que eles estão reagindo de maneira igual aos dois jeitos que eu esperava.”

3) A Residência Hill é uma casa de verdade.

A Residência Hill

Foto: Divulgação/Netflix

“Nós exploramos por meses na Geórgia, nos Estados Unidos, e encontramos a casa como ela é. Nós nem tocamos nela. Na verdade, não tivemos nem a autorização de entrar, então apenas usamos o lado de fora. Nós a achamos no meio da floresta em LaGrange e eu me apaixonei por ela. Lembro que nós saímos da van e todos ficaram muito quietos porque foi uma surpresa encontrar a casa lá. Era essa casa linda, mas estranha e esquizofrênica. Muito estranha. Não pertence àquela lugar, e todos nós andamos em círculo ao redor dela e ninguém falou por alguns minutos. E quando voltamos a van, chegamos à conclusão de que era perfeita. Então, construímos o interior no set de filmagens tentando incorporar aquele design eclético que vemos por fora.”

4) A série foi filmada em blocos, em vez de episódio por episódio. 

“Nós nos organizamos de modo que fizéssemos blocos de três episódios de cada vez, tratando-os como um longo filme. Foi realmente confuso, na verdade. Nós tentávamos filmas locais individuais ou ficar na Residência Hill enquanto pudéssemos. Mas, sim, não foi dividido de forma que permitisse muita continuidade para os atores. Eles tinham descobrir constantemente onde estavam no arco geral de 10 horas, o que eu acho que é brutal para eles. Pareceu um filme independente com duração de 10 horas, do jeito que agendamos as gravações.”

5) A atriz Kate Siegel, que interpreta Theodore Crain, é esposa de Mike Flanagan.

“Pouco antes de nos casarmos, fizemos um filme juntos para a Netflix, chamado “Hush: A Morte Ouve” e, sobrevivendo a essa experiência de produção, nós a co-escrevemos e ela estrelou e foi uma coisa tão maravilhosa que, quando terminamos, dissemos: “Ei, a gente devia se casar. Se sobrevivermos a isso, ficaremos bem.” E sim, estou sempre procurando uma oportunidade para mostrar a todos os outros o que vejo nela, e ela é simplesmente maravilhosa.”

6) Se você vir “A Maldição da Residência Hill” novamente, vai reparar em muitas dicas que passaram despercebidas. 

“Uma das coisas mais incríveis de ter uma série da Netflix é que você pode escrevê-la completamente antes de começar a gravar, então é possível retomar alguns momentos e ter certeza de que muitos dos segmentos que estão vindo na segunda metade estão realmente bem resolvidos na primeira parte, e alguns deles são tão leves e tão sutis, eu acho que vai ser uma visão realmente interessante em uma segunda visualização da série. Mas, particularmente com o quarto vermelho e Nell, nós nos esforçamos para não colocar muitas coisas na história, mas já na primeira cena estávamos tentando ser como “ok, se pudemos dizer cedo a todos como isso vai acabar, a segunda visualização será ainda mais legal.”

Outra dica “solta” no início da série é quando Shirley está falando enquanto dorme e solta um “dançado no quarto vermelho”. Além, é claro, da ‘moça do pescoço torto’:

“Tentamos arduamente garantir que toda a força motriz dos encontros de Nell com ela durante os primeiros quatro episódios fossem basicamente apenas uma extensão do quinto. E saber onde estávamos indo com isso era algo realmente importante. Eu queria que essa história fosse rastreada.”

Além disso, é legal fazer uma “caça” aos fantasmas que passaram despercebidos durante os episódios.

7) A ideia de detalhar a história da família Hill chegou a ser escrita e planejada, mas, no fim, não foi gravada por causa da falta de tempo e dinheiro. 

“Nós escrevemos e planejamos um episódio com a história completa da Residência Hill. Cada episódio começaria com uma história de cinco minutos narrada por Steven, de seu livro, e nós pegamos da obra de Sirley Jackson que a primeira vítima da casa morreu antes que alguém realmente tivesse pisado nela. Na história original, foi a esposa de Hugh Crain, e na nossa quando pegamos esse personagem e o transformamos em Jacob Hill.

Construímos uma história realmente complexa da família Hill que, no fim das contas, não filmamos. Não tínhamos o tempo nem o dinheiro para filmar, o que realmente me partiu o coração na época, mas achamos que, se tivéssemos que nos concentrar em algo, tínhamos que nos concentrar na família Crain.”

8) Nem todos os fantasmas da série são, literalmente, fantasmas. E isso foi proposital.  

Shirley, por exemplo, vê, em forma de fantasma, o homem com quem teve um caso anos atrás.

“Nós quisemos mostrar a ideia de que um fantasma pode ser um monte de coisas diferentes, e eu não queria que todos os espectros da série fossem apenas alguém que havia morrido na Residência Hill, então fizemos de forma diferente. A moça do pescoço torto não é um fantasma há muito tempo. Eu queria brincar com essa expectativa, é claro que você vê essa silhueta marcante com o pescoço dobrado e pensa “Isso é um fantasma”, e.. bem, não, na verdade não é.”

“Parecido com a pequena Abigail, foi muito divertido fazer o seguinte: “Oh, olhe para a garotinha fantasma”, e ela não é. Assim com Shirley, levando em conta que um fantasma pode ser um arrependimento ou uma lembrança, nós queríamos incorporá-lo e falar sobre o que especificamente a assombrava. Enquanto todos os personagens são assombrados pela morte de sua mãe e pelo colapso de sua família, isso parece uma oportunidade realmente maravilhosa para uma personagem que, diferentemente, parece estar em tal controle de sua vida, quase em seu próprio detrimento, para expressar isso metafisicamente.”

9) O jump scare do 8º episódio assustou, até mesmo, as atrizes da cena.

“Bem, o susto estava no roteiro e Victoria Pedretti [que interpreta Nell] estava maquiada na parte de trás do carro. Então, todos sabíamos o que ia acontecer. Mas eu acabei pedindo para que Victoria aparecesse muito antes do que estava no roteiro de Elizabeth Reaser (Shirley Crain) e Kate Siegel (Theodore Carin). As garotas tinham outra meia página de diálogo para ser feita. Elizabeth e Kate estavam na cena, sabendo que tinham outra meia página de palavras para gravar antes que Victoria aparecesse, e ela simplesmente apareceu bem no meio de suas falas, então a reação delas é completamente genuína. A cena também nos assustou muito no monitor. Todos nós que sabíamos que estava chegando, ficamos totalmente surpresos e todas as vezes que eu vi, não estive preparado. Eu nunca estou pronto para isso, porque eu sou sugado para o que eles estão dizendo e elas parecem tão relaxadas que apenas me prendem ao diálogo.”

10) O interior da residência Hill e o local do velório no 6º episódios foram construídos de forma conectada, para que as gravações pudessem ser feitas de forma contínua. No total, o episódio foi todo gravado em 5 longos takes. 

“Nossa ideia era que, toda as vezes que reuníssemos as crianças, fizéssemos um longo take sem cortes, basicamente para todo o episódio. Todos amaram transformar o estúdio em um palco, de certa forma. A casa era um palco e o local do velório era outro. Eles estavam conectados por um corredor para que todos pudessem ir de um ao outro sem cortar as cenas.

Nós ensaiamos o episódio com nosso time secundário por cinco semanas, até acertar tudo e passar para os atores, que ensaiaram por duas semanas. Tudo pareceu como um programa ao vivo de televisão, na verdade. Em última análise, são cinco longos takes e fizemos um por dia durante cinco dias. Quase nos matou. Quase matou todo mundo.”

Mais detalhes sobre as gravações do episódio “Duas Tempestades” podem ser vistos neste outro post do Pop Cultura, e também abaixo, em um vídeo divulgado pela própria Netflix.

11) Mesmo que renovada, a história sobre a família Crain chegou ao fim. 

“Eu não quero especular muito sobre uma segunda temporada até a Netflix, Paramount e Amblin nos dizer que irá acontecer. O que eu direi, no entanto, é que a história da família Crain foi contada. Chegou ao fim. Eu acho que existem todos os tipos de direções diferentes em que poderíamos ir, com a casa ou com algo completamente diferente. Eu amo a ideia de uma antologia também. Mas para mim, eu senti como se os Crains tivessem passado o suficiente, e nós os deixamos exatamente como todos nós queríamos nos lembrar deles. Nós brincamos com um final de cliffhanger e brincamos com outras idéias, mas no final, na sala dos roteiristas e com o elenco e tudo mais, nós realmente sentimos que a história exigia um certo tipo de fechamento de nós e ficamos felizes em fechá-la.

Dito isso, acho que, mais do que tudo, “A Maldição da Residência Hill” é sobre lugares assombrados e pessoas assombradas, como Steve diz, e não há escassez de nenhum dos dois. Então, há várias coisas que podemos fazer, dentro ou fora da casa.”

Foto: Divulgação/Netflix

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