Atypical Críticas, Séries, Trending

Crítica | 2ª temporada de “Atypical” é ainda melhor do que a primeira


A segunda temporada de “Atypical” estreou no início do mês na Netflix e é ainda melhor do que a primeira. Passada a fase de apresentação da trama na temporada de estreia, os novos episódios parecem ainda mais equilibrados em relação à comédia e ao drama, além de aprofundar nas relações interpessoais e “descentralizar” a trama com mais participações de personagens secundários. 

Logo que estreou, em agosto de 2017, “Atypical” já se mostrou uma série bastante importante por tratar de um assunto pouco abordado no formato, o espectro autista, de uma forma leve e educadora, apesar de, em certos momentos, perder a dose do humor ao trabalhar o assunto. Em contraponto, a segunda temporada apresenta essa dosagem entre drama e humor de forma perfeita, tornando a série ainda melhor e mais realista. Além disso, foram adicionados dois episódios à temporada, que ficou com um total de 10 capítulos.

A segunda temporada continua a ter Sam Gardner (Keir Gilchrist) como o personagem principal. Porém, os “personagens secundários”, se é que podemos colocar desta forma, ganham ainda mais importância no enredo, principalmente a irmã mais nova de Sam, Casey (Brigette Lundy-Paine). A série mostra, neste aspecto, que a vida destes personagens não é apenas sobre Sam, apesar do autismo, e que todos têm os seus próprios problemas, desafios e bons momentos. Aliás, outra coisa muito bem realizada nesta temporada foi o desenvolvimento de todos os personagens.

Durante todo o enredo dos novos episódios de “Atypical”, são exploradas relações interpessoais. Destas, a principal é a de Sam com Casey, que mostra mostra o amor e a preocupação dos dois irmãos, um com o outro. Há, também, outros exemplos: Doug (Michael Rapaport) e Elsa Gardner (Jennifer Jason Leigh), Sam e Zahid (Nik Dodani), Casey e Evan (Graham Rogers), entre outros.

Leia Mais:

Ouça a trilha sonora da segunda temporada de “Atypical”

A segunda temporada de “Atypical” foi realmente muito, muito boa. Leve e educadora na medida certa. Como os episódios têm cerca de 30 a 40 minutos, é bem rápida de ser vista e não se torna nada cansativa. Pelo contrário, deixa um gostinho de “quero mais”.

As “deixas” para uma nova temporada já foram apresentadas, ao menos em relação a Sam e Casey (Brigette Lundy-Paine). Agora, a Netflix só precisa fazer a boa e anunciar a renovação da série.

Comentários

comentários