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Crítica | “As Boas Maneiras” traz cinema de personalidade para as telonas


No dia 7 de junho estreou em alguns cinemas brasileiros o longa de fantasia e horror, “As Boas Maneiras”. Com direção de Juliana Rojas (“Sinfonia da Necrópole”) e Marco Dutra (“O Silêncio do Céu”), a produção nacional traz Marjorie Estiano como mãe de um lobisomem.

O filme inicia sua história com um primeiro ato surpreendente, que insere o espectador em seu mundo misterioso e único. Acompanhamos a personagem de Estiano, Ana, durante sua gravidez. A moça conta com a ajuda de Clara (Izabel Zuaa), sua mais nova funcionária. A forte química entre as atrizes e a premissa curiosa entregam um bom começo à produção.

Já nos seus segundo e terceiro atos, “As Boas Maneiras” perde um pouco do fôlego. Com um ritmo mais arrastado, o filme aborda parte da infância do menino-lobisomem, Joel. Apesar de já não conter mais o brilho do início, continua prendendo a atenção do espectador ao desenvolver uma situação no mínimo inusitada.

No departamento de arte, o destaque fica para os efeitos especiais – tanto os digitais quanto os práticos – que, em sua grande maioria, surpreendem. Somados à trilha-sonora, ajudam a consolidar o ambiente fantasioso e folclórico do filme.

“As Boas Maneiras” entra, infelizmente, de maneira tímida nos cinemas brasileiros, mas mostra seu potencial ao trazer às telonas uma narrativa de personalidade. A direção conjunta de Rojas e Dutra prova que a produção cinematográfica do Brasil vem, sim, explorando novos rumos com competência e qualidade.

 

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