Querida Mamãe Críticas, Filmes

Crítica | Querida Mamãe se perde, mas deixa seu recado sobre superação


Querida Mamãe é um filme adaptado da peça teatral de Maria Adelaide Amaral que conta como Letícia Sabatella e nossa Meryl Streep Selma Egrei como protagonistas. Na trama, Heloísa (Sabatella) é uma mulher infeliz, vítima de um relacionamento abusivo. Ela não conta com o apoio da insegura mãe Ruth, que tem câncer e está indisposta a se tratar. O filme segue dois caminhos para completar sua narrativa — a de Ruth e sua luta (ou a falta dela) contra o câncer e o amor de Heloísa com uma pintora chamada Leda.

Querida Mamãe

O filme executa de maneira pobre o que é proposto durante o início, trazendo a discussão sobre preconceito à tona novamente. Ele mostra o quão insalubre pode se tornar uma relação quando não se tem o apoio de quem se ama. O drama vivido por Heloísa se intensifica com o preconceito de Ruth e de Priscilla (Bruna Carvalho) de aceitar o relacionamento com Leda. Enquanto ela tenta recuperar o relacionamento com sua mãe e filha, ela também procura recuperar a confiança com Leda, também afetada emocionalmente pelas decisões da família.

O diretor Jeremias Moreira Filho não mediu palavras no roteiro de Querida Mamãe — o marido protagonizado por Marat Descartes não ficou natural. Cabeça-quente, precisava de um sabão na boca em muitos momentos onde o tom era completamente desnecessário. Dá pra entender a razão dele ter selecionado tais palavras, mas ele não afeta os caminhos de Letícia Sabatella e Selma Egrei, já confusos a essa altura do campeonato.

Comentários

comentários