Foto: Reprodução/Facebook/@ladybirdmovie. Filmes

31 filmes de diretoras para assistir no Mês da Mulher


No dia 8 de março é comemorado ao redor do mundo o Dia da Mulher. Pensando nisso, decidimos reunir 31 filmes de diretoras para você descobrir ou reassistir durante todo o mês.

Desde títulos consagrados como Psicopata Americano Precisamos Falar Sobre Kevin até produções menos conhecidas como O Porco Espinho e Garoto, Interrompido, esta listinha tem como objetivo principal divulgar o nome e o trabalho de diretoras das mais diversas nacionalidades.

Não é novidade para ninguém que o mercado cinematográfico é especialmente difícil para mulheres que sonham em ocupar a cadeira da direção. Portanto, sente, relaxe, e vamos apreciar os trabalhos incríveis que diversas cineastas estão fazendo ao redor do mundo. Ah, e se tiver alguma outra sugestão de filmes que não foram incluídos na lista mas que merecem atenção, compartilhe nos comentários!

Vamos à lista:

1 de março

“She’s Beautiful When She’s Angry”, (2014) – Mary Dore

Começamos o mês com esse documentário poderoso e necessário de Mary Dore. Com um resgate histórico importante, She’s Beautiful When She’s Angry nos mostra os primórdios do movimento feminista nos Estados Unidos, na década de 60. Com entrevistas e materiais antigos, o filme traz os depoimentos de grandes nomes do movimento, responsáveis pelos primeiros passos do país em direção a igualdade de gênero.

Foto: Reprodução/Facebook/@ShesBeautifulWhenShesAngry.

Foto: Reprodução/Facebook/@ShesBeautifulWhenShesAngry.

2 de março

“Frida”, (2002) – Julie Taymor

Esta biografia dirigida por Julie Taymor conta a história da famosa pintora e feminista Frida Kahlo. Recentemente, ao despertar de diversas acusações de assédio ligadas a Harvey Weinstein, cuja empresa produziu Frida, a protagonista Salma Hayek desabafou sobre um clima de pura tensão nas gravações do filme. Através de um artigo para o The New York Times – que você pode ler aqui -, intitulado “Harvey Weinstein Também É Meu Monstro”, Hayek diz ter sido constantemente chantageada e perseguida pelo produtor. Apesar dos constantes obstáculos colocados à sua frente, a atriz se manteve enfática com sua missão de contar a história da artista mexicana.

30 filmes de diretoras para assistir no Mês da Mulher

Foto: Reprodução/Facebook/@FridaMovie.

3 de março

“Como Nossos Pais”, (2017) – Laís Bodanzky

O último filme que a diretora e roteirista brasileira Laís Bodanzky lançou, Como Nossos Pais, é um belo retrato das famílias de classe média brasileiras. Com a naturalidade da história e a força que é a protagonista Rosa (Maria Ribeiro), o filme foi altamente elogiado pela crítica e levou para casa 6 Kikitos no Festival de Gramado do ano passado. Como você pode imaginar, o título do filme é inspirado na canção de Elis Regina. Leia nossa crítica de Como Nossos Pais clicando aqui.

Foto: Reprodução/Facebook/@comonossospaisofilme.

Foto: Reprodução/Facebook/@comonossospaisofilme.

4 de março

“Lady Bird”, (2017) – Greta Gerwig

No dia da 90ª edição do Oscar, vale a pena conferir o drama Lady Bird, dirigido pela também atriz e roteirista Greta Gerwig. O filme marca o segundo trabalho da cineasta na direção e já lhe rendeu diversos prêmios mundo afora, uma indicação ao Oscar de ‘Melhor Direção’ – a quinta de uma mulher na história da premiação – e ainda muitos elogios da crítica especializada. Lady Bird é um “coming of age” muito bem feito, divertido e fácil de se identificar. Nossa torcida para Greta!

Foto: Reprodução/Facebook/@ladybirdmovie.

Foto: Reprodução/Facebook/@ladybirdmovie.

5 de março

“First They Killed My Father”, (2017) – Angelina Jolie

O sexto filme dirigido por Angelina Jolie, First They Killed My Father, é uma biografia da vida da ativista e autora do Camboja, Loung Ung. Na produção da Netflix, Loung relembra os horrores que viveu quando o regime comunista do Khmer Vermelho tomou o controle de seu país. First They Killled My Father foi o representante do Camboja na corrida do Oscar 2018.

Foto: Reprodução/Facebook/@FirstTheyKilledMyFather.

Foto: Reprodução/Facebook/@FirstTheyKilledMyFather.

6 de março

“O Porco Espinho”, (2009) – Mona Achache

Nesta adaptação do best-seller da romancista marroquina Muriel Barbery, A Elegância do Ouriço, a diretora Mona Achache traz toda a delicadeza da relação entre a menina Paloma – que planeja tirar sua vida em seu 12º aniversário – e Renée, a concierge mal-humorada do prédio onde mora. Com essa amizade inesperada, Paloma vai mudar sua visão sobre a vida.

Foto: © 2011 - NeoClassics Films

Foto: © 2011 – NeoClassics Films

7 de março

“Era O Hotel Cambridge”, (2016) – Eliane Caffé

Em Era O Hotel Cambridge, Eliane Caffé conta a história de um grupo formado por refugiados e sem-tetos que passa a viver em um edifício abandonado no centro de São Paulo. Apesar do medo e das diferenças de suas personalidades, eles terão que aprender a viver juntos e a lutar contra a ameaça diária do despejo. O filme trouxe para casa 5 prêmios: três do Festival do Rio, um do respeitado Festival Internacional de San Sebastian e um último da Associação Paulista de Críticos de Arte.

Foto: Reprodução/Facebook/@eraohotelcambridge.

Foto: Reprodução/Facebook/@eraohotelcambridge.

8 de março

“As Sufragistas”, (2015) – Sarah Gavron

No Dia Internacional da Mulher confira o longa da diretora Sarah Gravon, As Sufragistas, que relembra a luta pelo direito ao voto feminino na Inglaterra. Estrelando Carey Mulligan, Meryl Streep e Helena Bonham-Carter, o filme retrata o início da luta do movimento feminista e do sufrágio universal.

Foto: Reprodução/Facebook/@SuffragetteMovie.

Foto: Reprodução/Facebook/@SuffragetteMovie.

9 de março

“Que Horas Ela Volta?”, (2015) – Anna Muylaert

Sucesso que saiu do Brasil e atingiu países da Europa, o drama Que Horas Ela Volta?, da diretora Anna Muylaert, denuncia a desigualdade social e o preconceito no Brasil atual. O filme ganhou seis categorias do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2016, incluindo o de ‘Melhor Direção’.

Foto: Reprodução/Facebook/@quehorasfilme.

Foto: Reprodução/Facebook/@quehorasfilme.

10 de março

“Tomboy”, (2011) – Céline Sciamma

Este premiado drama da diretora francesa Céline Sciamma mostra Laure, uma garota de apenas 10 anos, que, ao se mudar para uma nova vizinhança, se apresenta às crianças como um menino chamado Mikhael. Tratando da questão da identidade de gênero no ambiente infantil, Tomboy foi muito elogiado pela crítica especializada e pelo público LGBTQ.

Foto: Reprodução/Facebook/@TomboyMovieUSA.

Foto: Reprodução/Facebook/@TomboyMovieUSA.

11 de março

“Precisamos Falar Sobre o Kevin”, (2011) – Lynne Ramsay

O thriller Precisamos Falar Sobre o Kevin foi lançado há menos de 10 anos mas já dá pra chamar de clássico, né? Sucesso entre o público e a crítica especializada, o longa da britânica Lynne Ramsay mostra muito esmero por parte da direção, arte, roteiro e fotografia, em uma história tensa e arrepiante.

Foto: Reprodução/Facebook/@kevinmovie.

Foto: Reprodução/Facebook/@kevinmovie.

12 de março

“Flor do Deserto”, (2009) – Sherry Hormann

Este drama de Sherry Hormann retrata a história real da super-modelo Waris Dirie. Nascida na Somália, aos 13 anos Waris foi vendida para se casar com um homem quase 50 anos mais velho. Desesperada, a garota foge e percorre todo o deserto até chegar a capital do país, Mogadishu. Ela, então, vai para Londres, onde começa trabalhando como empregada na embaixada da Somália. Alguns anos depois, Waris é descoberta por um fotógrafo e acaba se tornando modelo. Mesmo com a carreira de sucesso, os terrores de seu passado continuam a assombrando.

Foto: Reprodução/Facebook/@DesertFlowerMovie.

Foto: Reprodução/Facebook/@DesertFlowerMovie.

13 de março

“As Virgens Suicidas”, (1999) – Sofia Coppola

Neste sucesso de Sofia Coppola, acompanhamos um grupo de meninos que ficam obcecados por cinco irmãs misteriosas, que vivem sob a tutela religiosa e conservadora de seus pais. As Virgens Suicidas é baseado no livro de Jeffrey Eugenides, lançado em 1993 e publicado em 34 idiomas.

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

14 de março

“Cléo das 5 às 7”, (1962) – Agnès Varda

A cineasta belga Agnès Varda é uma das diretoras mais renomadas da história do cinema mundial. Em Cléo das 5 às 7, ela faz um recorte da vida da protagonista, que, angustiada, espera o resultado de um exame que a informará se tem ou não câncer.

Foto: Reprodução/Facebook/@agnesvardaofficiel.

Foto: Reprodução/Facebook/@agnesvardaofficiel.

15 de março

“Filha da Índia”, (2015) – Leslee Udwin

O documentário da Netflix, Filha da Índia, relembra a história do estupro coletivo da estudante de medicina Jyoti Singh, em 2012. O trágico ocorrido chocou o mundo e desencadeou revoltas populares que questionaram a cultura machista da Índia. Aclamado pela crítica, o filme acumula 6 prêmios e 2 indicações.

Foto: Reprodução/Facebook/@IndiasDaughterMovie.

Foto: Reprodução/Facebook/@IndiasDaughterMovie.

16 de março

“Across The Universe”, (2007) – Julie Taymor

Este incrível musical feito utilizando apenas canções dos Beatles se passa nos anos 60, quando o movimento de contracultura e a Guerra do Vietnã eram fortes aspectos do dia a dia dos cidadãos dos Estados Unidos. Acompanhamos então o romance entre Lucy, uma americana de classe alta, e Jude, um artista pobre de Liverpool. Across The Universe acumulou indicações às mais diversas premiações, incluindo o Oscar e o Globo de Ouro.

Foto: Reprodução/Facebook/@AcrosstheUniverseMovie.

Foto: Reprodução/Facebook/@AcrosstheUniverseMovie.

17 de março

“What Happened, Miss Simone?”, (2015) – Liz Garbus

Através de gravações, entrevistas e materiais exclusivos, este documentário original Netflix relembra a história da grande cantora e ativista Nina Simone. O filme foi indicado ao Oscar e a algumas categorias do Emmy, no qual venceu como ‘Melhor Documentário’.

Foto: Reprodução/Facebook/@whathappenedmisssimone.

Foto: Reprodução/Facebook/@whathappenedmisssimone.

18 de março

“Garoto, Interrompido”, (2009) – Dana Heinz Perry

Neste emocionante documentário, a cineasta Dana Heinz Perry aborda o sério transtorno bipolar que levou seu filho, Evan, de apenas 15 anos, a cometer suicídio em 2005. Ela trabalha com a ajuda de Hart Perry, seu marido e pai do menino, que também é cineasta.

Foto: Reprodução/Facebook/@boyinterruptedfilm.

Foto: Reprodução/Facebook/@boyinterruptedfilm.

19 de março

“Belle”, (2013) – Amma Asante

Em Belle, a diretora Amma Asante retrata a história real de Dildo Elizabeth Belle, nobre inglesa que teve grande participação na abolição da escravatura em seu país, no século XVIII. Filha do Capitão britânico John Lindsay com uma escrava, Belle é criada por seu tio avô aristocrata e se vê lutando constantemente contra ataques racistas.

Foto: Reprodução/Facebook/@bellethemovie.

Foto: Reprodução/Facebook/@bellethemovie.

20 de março 

“Blackfish – Fúria Animal”, (2013) – Gabriela Cowperthwaite

Neste documentário, somos apresentados ao drama das baleias que são mantidas em cativeiros de parques aquáticos. Com entrevistas e muito material, o filme aborda a crueldade com que os animais são tratados e ainda como o empreendimento é perigoso tanto para as baleias quanto para os seres humanos.

Foto: Reprodução/Facebook/@BlackfishFilm.

Foto: Reprodução/Facebook/@BlackfishFilm.

21 de março

“Divinas Divas”, (2016) – Leandra Leal

No documentário da atriz e diretora Leandra Leal, mergulhamos na história da primeira geração de travestis brasileiras da Cinelândia. Após desafiarem a moral vigente dos anos 70, as artistas Rogéria, Camille K., Valéria, Jane di Castro, Fujika de Holliday, Brigitte de Búzios, Marquesa e Eloína dos Leopardos se reencontram para um último espetáculo juntas.

Foto: Reprodução/Facebook/@docdivinas.

Foto: Reprodução/Facebook/@docdivinas.

22 de março

“Selma: Uma Luta Pela Igualdade”, (2014) – Ava DuVernay

Este drama da diretora Ava DuVernay aborda a luta que Martin Luther King Jr. travou para garantir o direito ao voto para o cidadão negro nos Estados Unidos. A marcha de Selma até Montgomery foi o fator decisivo na luta pela igualdade. Com duas indicações ao Oscar – nas categorias ‘Melhor Filme’ e ‘Melhor Canção Original’ -, Selma levou para casa uma estatueta dourada pela canção Glory, cantada por John Legend.

Foto: Reprodução/Facebook/@SelmaMovie.

Foto: Reprodução/Facebook/@SelmaMovie.

23 de março

“O Sonho de Wadjda”, (2012) – Haifaa al-Mansour

Neste drama, a diretora Haifaa al-Mansour conta a história da pequena Wadjda, uma garota de 10 anos de idade da Arábia Saudita. Confrontada com o conservadorismo de seu país, Wadjda tem o sonho de comprar uma bicicleta – o que é proibido para mulheres.

Foto: Reprodução/Facebook/@WadjdaFilm.

Foto: Reprodução/Facebook/@WadjdaFilm.

24 de março 

“Rainha de Katwe”, (2016) – Mira Nair

O filme da Disney que conta com direção da indiana Mira Nair, Rainha de Katwe, retrata a história real de Phiona Mutesi, uma garota da região mais pobre da Uganda que sonha em se tornar campeã mundial de xadrez.

Foto: Reprodução/Facebook/@QueenOfKatwe.

Foto: Reprodução/Facebook/@QueenOfKatwe.

25 de março

“Reze Para o Diabo Voltar Para o Inferno”, (2009) – Gini Reticker

O documentário de Gini Reticker, Reze Para o Diabo Voltar Para o Inferno, acompanha as mulheres corajosas da Líbia que lutam contra a guerra civil que assola a nação africana.

Foto: Reprodução/Forkfilms.

Foto: Reprodução/Forkfilms.

26 de março

“Pelo Malo”, (2013) – Mariana Rondón

Pelo Malo, ou, em português, Cabelo Ruim, é um longa da venezuelana Mariana Rondón que aborda o efeito nocivo do racismo nas crianças. Junior é um garoto de nove anos de idade que sonha em alisar suas madeixas para ficar mais parecido com um cantor.

Foto: Reprodução/Facebook/@PelomaloFilm.

Foto: Reprodução/Facebook/@PelomaloFilm.

27 de março

“Laerte-se”, (2017) – Eliane Brum e Lygia Barbosa da Silva

Acompanhando a transição de gênero da cartunista Laerte Coutinho no auge de seus 60 anos de idade, as diretoras Eliane Brum e Lygia Barbosa da Silva fazem uma ode à liberdade com o documentário original Netflix, Laerte-se.

Foto: Reprodução/Facebook/Learte Coutinho.

Foto: Reprodução/Facebook/Learte Coutinho.

28 de março

“Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississipi”, (2017) – Dee Rees

Indicado quatro vezes ao Oscar 2018 – incluindo na categoria de ‘Melhor Roteiro Adaptado’ -, o mais novo trabalho da diretora e roteirista Dee Rees traz questões envolvendo racismo e traumas enfrentados por veteranos no pós-guerra.

Foto: Reprodução/Facebook/@pariahthemovie.

Foto: Reprodução/Facebook/@pariahthemovie.

29 de março

“Uma Dobra No Tempo”, (2018) – Ava DuVernay

No dia em que estreia o mais novo longa da Disney, Uma Dobra No Tempo, dirigido por Ava DuVernay, convidamos você a prestigiar o filme da diretora nos cinemas. Baseado no romance de 1963 da escritora Madeleine L’Engle, o longa de fantasia e aventura estrela Storm Reid, Oprah, Reese Witherspoon e Mindy Kaling. Ao tomar a cadeira da direção, DuVernay fez história ao se tornar a terceira mulher e a primeira negra a dirigir um longa com orçamento acima dos 100 milhões de dólares.

Foto: Reprodução/Facebook/@WrinkleInTimeMovie.

Foto: Reprodução/Facebook/@WrinkleInTimeMovie.

30 de março

“Shara”, (2003) – Naomi Kawase

Shara é um drama dirigido pela japonesa Naomi Kawase. Na trama, a diretora conta a história da família Aso, que tem que lidar com o desaparecimento de um de seus filhos gêmeos. Anos depois do ocorrido, o outro gêmeo, já adulto, é um artista que tenta esquecer os traumas do passado. O filme chegou a Cannes em 2003, quando foi indicado ao ‘Palma de Ouro’.

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

31 de março

“Psicopata Americano”, (2000) – Mary Harron

Para fechar o mês com chave de ouro, ficamos com Psicopata Americano. O clássico de Mary Harron é um must-watch para qualquer cinéfilo. Contanto com uma atuação fenomenal de Christian Bale e uma ótima direção, o longa mostra o jovem rico e belo, Patrick Bateman. De dia, ele é apenas mais um trabalhador de Wall Street. Já de noite, Bateman se mostra um terrível assassino.

Foto: Reprodução/Facebook/@American-Psycho-232084150150482.

Foto: Reprodução/Facebook/@American-Psycho-232084150150482.

Foto: Reprodução/Facebook/@ladybirdmovie

 

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