Star Wars Os Últimos Jedi Críticas, Filmes

Crítica| “Star Wars – Os Últimos Jedi”


“Os Últimos Jedi”, o oitavo episódio da saga “Star Wars”, chegou aos cinemas na virada desta quarta-feira (13) para a quinta (14) e chacoalhou o universo da franquia de uma maneira inesperada.

(Não se preocupe: esse texto não contém spoilers)

Dirigido por Rian Johnson (“Looper” – 2012), o filme apresenta o menor intervalo de tempo entre episódios, já que retoma a história exatamente no ponto em que “O Despertar da Força” (2015) terminou. Mas isso não quer dizer que os dois longas possuam o mesmo tom.

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Mark Hamill e Daisy Ridley como Luke e Rey em “Os Últimos Jedi”

Nesta nova aventura, a comédia é tão exagerada que pode fazer os maiores fãs se perguntarem se isso que estão assistindo não seria uma sátira de sua franquia preferida. A impressão que fica é que Luke Skywalker (Mark Hamill) aproveitou seu período de isolamento para treinar piadas de Stand Up.

Mas quem mais sofreu nas mãos do novo diretor foi o trio formado por Poe Dameron (Oscar Isaac), Finn (John Boyega) e a estreante Rose Tico (Kelly Marie Tran). Todas as vezes em que essas personagens aparecem, o ritmo do filme desacelera e fica extremamente maçante.

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Personagens de “Os Últimos Jedi” em um ensaio da Vanity Fair.

Por outro lado, os conflitos emocionais enfrentados por Rey (Daisy Ridley) e Kylo Ren (Adam Driver) propiciam cenas memoráveis que nos fazem questionar tudo o que aprendemos com os últimos 7 episódios.

Os efeitos especiais também não deixam a desejar. É impossível não se impressionar com o visual de “Os Últimos Jedi”, mesmo em seus piores momentos.

Outro ponto positivo é que finalmente descobrimos a origem do famoso leite azul, presente desde o primeiro filme (“Uma Nova Esperança” – 1977)

Ah, e caso você esteja se perguntando, os porgs não são tão chatos quanto o Jar Jar Binks, mas são bem menos úteis do que os Ewoks.

Durante o filme, Chewie é o personagem mais perturbado pelos porgs

Durante o filme, Chewie é o personagem mais perturbado pelos porgs

Em poucas palavras, “Os Últimos Jedi” não traz muitos benefícios para a saga “Star Wars” e ainda nos faz engolir algumas das cenas mais desnecessárias e vergonhosas que vimos desde 1977. Mas, ainda assim, é um filme deslumbrante, capaz de divertir e emocionar o público nos momentos apropriados.

Em 2019, Abrams voltará ao posto de diretor para comandar o último capítulo desta trilogia. Será que ainda há tempo para encerrar a história dos Skywalker com chave de ouro?

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