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Crítica: Pokémon, o Filme – Eu Escolho Você


Confesso que tive um pouco de dificuldade ao organizar pensamentos sobre Pokémon, o Filme – Eu Escolho Você após ter saído da sessão. Como um jovem que cresceu vendo o anime no Cartoon Network e nas poucas exibições em TV aberta, o sentimento tomou conta a partir do momento que uma versão modernizada do tema ‘Temos Que Pegar’ subiu na abertura do filme. Veja a crítica do filme nas próximas linhas, com um alerta: há spoilers.

Cena de Pokémon

Pokémon, o Filme – Eu Escolho Você pareceu um grande episódio de 1h30. Os traços caprichados da série original foram (felizmente) mantidos, a dublagem já era nova e a mesma da temporada em exibição na TV paga. Mas a história era uma releitura do início de tudo: o início da jornada de Ash para se tornar um Mestre Pokémon, o impasse da escolha do primeiro Pokémon (o encontro de Ash com o Pikachu) as primeiras batalhas, insígnias, insubordinações e uma história não contada sobre os Pokémons lendários e a busca por Ho-Oh que tornou Ash um “herói escolhido”.

Na busca do lendário Ho-Oh, apesar dos Pokémon lendários, quem rouba a cena mesmo é o Pokémon-guardião Marshadow, presente sutilmente em todo o filme e com um acompanhamento inesperado na história. Inesperado também é Pikachu, que fala o idioma nativo com uma voz mais fina que fio de cabelo numa morte do Ash. Pois é. A plateia da cabine que o Pop Cultura esteve murmurou e resmungou reações diversas ao mesmo tempo que exercia um olhar muito surpreso. Eu, incluso.

Cena de Pokémon

Bonita de ver, a releitura da história é inconsistente e até prematuramente avançada, mas isso não é de fato um ponto negativo. A homenagem traz novos personagens que acompanham Ash na jornada e são diferentes — os originais são homenageados nos créditos. Em relação à rapidez da história, houve uma preocupação em contar tudo em detalhes: a captura e a insubordinação do Pikachu, as três evoluções do abandonado Charmander (que ocorreram muito rápido no filme) e até a inesperada morte e reencarnação do Ash. Até a Equipe Rocket é vista no filme, mas o enredo não se preocupou em desenvolver a história de Jessie, James e Meowth — suas aparições se resumem a travessuras resultando em seu famoso bordão “Estamos decolando de novo!”.

Falando em bordão, a nova dublagem e tradução (que conta com ícones como Charles Emmanuel — dublador de Mutano de ‘Os Jovens Titãs em Ação’ e Ben 10) trouxe consigo algumas inconsistências em relação à série original. Em batalhas Pokémon, quando um dos monstros sucumbe, a famosa expressão “está fora de combate” dita aos finais das batalhas se torna “está incapaz de batalhar”. Apesar de ter faltado um carinho com o anime original em momentos como esse, a abertura e trilha dos créditos do filme terem sido localizadas para nós foi um agrado para quem vive da nostalgia.

Cena de Pokémon

Pokémon, o Filme – Eu Escolho Você foi, sem dúvidas, um acerto na série que se estende até os dias atuais. Foi tão bem de bilheteria que teve sua temporada aqui no Brasil estendida em mais uma semana inteira, ou seja, ainda dá tempo de você ver o filme e tirar suas conclusões e se abismar naquela cena junto de todos.

Comentários

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Final Thoughts

Pokémon, o Filme - Eu Escolho Você é inconsistente no que tange o retorno às origens, mas a história original tem a essência do anime que vive até os dias atuais. Um acerto muito grande.

Overall Score 4