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Como o ‘Jogo do Contente’, de ‘Pollyanna’, pode mudar a sua vida


Com mais de um século desde seu lançamento, Pollyanna se mantém atemporal e ainda serve de modelo para inspirar uma vida mais otimista e feliz.

É muito difícil em meio à correria do dia a dia nos mantermos felizes e realizados com a nossa vida. Mesmo que a nossa situação no geral seja boa, tendemos a focar no que ainda não nos parece suficiente. É nesse constante ímpeto de querer cada vez mais que surgem problemas como depressão e ansiedade. Então, se você sofre com um destes males ou então só quer melhorar sua qualidade de vida, talvez eu tenha um livro que possa ajudar.

Pollyanna (1913), da escritora americana Eleanor H. Porter, trouxe consigo uma grande onda de otimismo nos Estados Unidos na época em que foi lançado. Os leitores se sentiram impactados pela história de vida da pequena Pollyanna, que tem a incrível habilidade de enxergar as situações mais adversas sempre pelo lado do “copo cheio” – o que ela chama de “jogar o Jogo do Contente”, brincadeira que o pai lhe ensinara para ajudá-la a lidar com as dificuldades da vida.

No livro, Pollyanna tem apenas 12 anos de idade e acaba de perder seu pai – antes ela já havia sofrido com a morte da mãe e de seus irmãos. Agora órfã, Pollyanna é levada até um familiar mais próximo: sua tia Paulina, uma mulher sozinha, mal-humorada, rica e esnobe. Paulina trata Pollyanna da maneira mais distante e fria possível, provendo à ela nada além do básico: comida, uma cama sobre a qual dormir e um teto sob o qual viver. Pra Paulina, a menina não é nada além de uma obrigação.

Pois o que chama a atenção de todos é o otimismo com o qual Pollyanna encara a vida: mesmo tendo acabado de perder seu pai e vivendo com alguém que claramente apenas a tolera, Pollyanna vê em toda e qualquer situação algo positivo, não importa o quão difícil seja – na verdade, pra ela, quanto mais difícil mais emocionante fica o tal Jogo. Se a vida lhe foi dura e tirou dela todos que amava, Pollyanna vê como tudo isso a levou a conhecer sua tia Paulina (a quem adora profundamente). Se desejou ganhar uma boneca de presente e acabou recebendo um par de muletas, agradece por não precisar delas.

A história supera as expectativas de ser apenas mais uma comédia infanto-juvenil e se mostra uma verdadeira fonte de bem estar. Pollyanna nos ensina a viver uma vida mais colorida e cheia de graça, não importam as adversidades.

Vivendo em um ritmo acelerado no qual constantemente nos vemos focados em perceber tudo o que não temos, um livro como “Pollyanna” se faz necessário. Apesar dos seus mais de 100 anos de idade, a história é atemporal e tem consigo o poder de nos fazer vivenciar o mundo de uma maneira mais otimista.

 

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Foto: Reprodução/IMDb

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