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Crítica | “La La Land” é nostálgico e merece prestígio no Oscar


O Pop Cultura assistiu, nesta quinta-feira (12), à pré-estreia do filme “La La Land: Cantando Estações”, grande campeão das aclamadas premiações pré-Oscar. Com o clima totalmente clássico em meio à modernidade da Los Angeles atual, o musical é nostálgico e merece prestígio no grande dia do Oscar. 

O roteiro, sem dúvidas, é clichê. Mas isso não fará com que não valha a pena sair de casa para assistir ao longa. É aquela velha história do casal (Ryan Gosling e Emma Stone) que se encontra e, contra tudo e todos, até eles mesmos, acaba se apaixonando.

A tarefa de criar um musical moderno, sem parecer antiquado, exagerado ou até brega, mas que ao mesmo tempo não fugisse da “essência” dos clássicos, foi cumprida com muito sucesso. Não é aquele filme que se torna cansativo por ter muitas músicas. É o equilíbrio certo.

As canções, inclusive, são bastante envolventes. Ditam o bom ritmo das sequências, com melodias bem trabalhadas. Durante as coreografias, podemos notar influências de musicais clássicos, como “Cantando na Chuva”, quando junta o personagem, um poste de luz e alguns passos de sapateado. Destas cenas, apenas uma coisinha ou outra passa do legal para o exagerado.

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As cores usadas no filme também merecem ser elogiadas: fazem todo o sentido na história e contexto do musical. Porém, o ponto alto dos altos do longa é a escolha dos atores principais. Ryan Gosling e Emma Stone formaram uma química incrível. Definitivamente, a troca destas duas peças mudaria por completo a essência do musical.

É um bom filme, mesmo para aqueles que não costumam gastar o tempo com musicais. Por isso, a vida dos concorrentes será difícil no Oscar, e a briga será muito boa. Mal podemos esperar.

Nota 4,5 (de 5). 

Foto: Reprodução/Warner Bros. 

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