aaaaa Críticas

O minimalismo pode salvar a sua vida. E o planeta.


Minimalismo é uma palavra que geralmente traz um pensamento à cabeça: pessoas vivendo em um apartamento de por volta de 1 metro quadrado (tipo quando você queria matar alguém no The Sims) e tudo em preto e branco. Mas não é bem assim.

Definição de minimalismo

Definir minimalismo é mais difícil do que parece. Porque ele é um conceito aberto e não pertence a ninguém. Então cada um pode surgir com o seu conceito na cabeça, como eu disse no primeiro parágrafo do texto; mas eu vou falar aqui do conceito que eu mais li sobre o movimento (especialmente nos EUA).

O minimalismo é remover da sua vida tudo aquilo que não faz mais sentido você. Olhe para a sua mesa: o que aí você realmente ama ou precisa? Talvez você vá encontrar uma coisa ou outra que não têm mais o porquê de estar com você. Mas o conceito não para aí. Porque ao deixar o não importante ir, você abre espaço para o que realmente importa na sua vida.

Minimalismo é isso. Espaço para o que é importante.

Mas…realmente temos muita coisa?

Sim. Parece mentira, mas o americano médio tem, em média, 300.000 itens em sua casaTrezentos. Mil. Itens. Por que isso acontece?

1. Espaço

O tamanho das casas vem aumentando gradativamente conforme os anos. E também existem as empresas especializadas em armazenamento, onde você pode armazenar aquilo que provavelmente nunca vai usar na sua vida. Resultado: tem lugar para abrigar a tralha.

2. Consumismo

E aqui eu não quero criticar a compra daquela maravilhosa bolsa ou seja lá o que você deseja muito comprar. É o outro lado da moeda (literalmente). Quase ninguém mais está preocupado com a sua saúde financeira, ou seja, poupar. Então tem tudo aquilo que a gente já ouviu sobre consumo excessivo e como ele prejudica a Terra – mas tem o filtro individual da situação também: você fica com dívidas.

Simplificar reduz estresse.

3. Não pensar sobre o que você compra

Quantas vezes você não comprou algo e se sentiu meio estúpido pela compra depois de uns…10 minutos? É. Acontece com todo mundo. Mas como podemos ser menos levados pelo impulso e mais pela racionalidade da coisa? Vou tentar dar uma introdução a seguir.

Como começar?

Para mim, existem lados principais do processo:

1. Remova tudo o que não é importante

“Nossa, mas se eu precisar remover tudo de uma vez vou demorar 1 ano e meio!”

Calma, não precisa ser tudo de uma vez. Algumas especialistas, como a Marie Kondo, recomenda que você faça tudo de uma vez mesmo, e é isso aí! Dureza. Mas não precisa ser assim. Eu mencionei antes no texto, para você olhar para a sua mesa e ver o que não pertence mais ali, e se precisa mover para o lugar certo, doar ou jogar no lixo. Para facilitar, pergunte:

  • Eu amo isso? Me traz prazer?
  • Eu preciso disso?
  • Eu usei isso nos últimos 365 dias?

Um hábito assim (que no inglês é chamado de “declutter”) por 10 minutos diários pode mudar sua vida. Algumas pessoas até incluem pessoas nessa destralha. Pode ser também. A escolha é sua!

2. Use o poder das perguntas para melhorar seu processo de compras

Algumas perguntas que podem ser feitas no processo de compra:

  • Eu preciso disso? Ou eu só quero isso?
  • Eu tenho condições financeiras para comprar isso?

Fica mais fácil assim. Você responde racionalmente. Minha pergunta preferida é a que eu chamo de “Técnica dos 30 Dias”. Quando sentir um impulso de comprar algo, pergunte: “essa compra pode esperar 30 dias?” – se a resposta for sim, espere 30 dias para ver se ainda terá o mesmo desejo depois desse tempo. Isso remove o não essencial.

Menos é…melhor

Se você se interessou pelo assunto, posso te recomendar 3 livros excepcionais (um deles, em inglês) que podem aprofundar o conceito para você:

Espero que esse texto não tenha sido uma tralha na sua vida e que tenha algo que possa ser essencial para você. Boa leitura! 🙂

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