Foto: Giullia Gusman Música

Exhibitionism: a exposição que te transforma num Rolling Stone


No último dia 17 de maio, uma terça-feira, eu fui até a Saatchi Gallery, em Londres, para ver a tão falada exposição dos Rolling Stones, “Exhibitionism”. Decidi fazer este post para contar um pouco do que vi lá, mas sem que perca a graça para os que ainda não tiveram a oportunidade de ir. Não é permitido tirar fotos lá dentro. 

Logo na entrada, somos surpreendidos com um infográfico interativo de quantos shows e quantos países os Stones visitaram, desde o início da década de 60 até os shows mais recentes. Aliás, vale ressaltar que toda a exposição é bem interativa, e isso é um ponto muito positivo.

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Depois de um vídeo retrospectivo de toda a carreira da banda, somos levados a uma recriação da famosa Edith Grove, rua onde ficava o apartamento que os Rolling Stones dividiam no começo da carreira. Não existe nenhuma foto de dentro do lugar, portanto a recriação – que inclui toda a bagunça e sujeira – foi feita de acordo com a memória de Keith Richards e Mick Jagger.

Essas recriações de ambientes são incríveis e te transportam diretamente para um mundo no qual você até poderia ser um Rolling Stone, ou alguém muito próximo a eles. O mesmo acontece com o estúdio de gravações da banda, que te dá uma sensação única do que é ser o engenheiro de som de um dos álbuns da banda, com direito até à mixagem de músicas. Já pensou nessa responsa?

Além desses ambientes, a exposição é rica em objetos e roupas. Eu contei 66 figurinos. A maioria deles, claro, de Mick Jagger durante os anos, mas ainda tinham roupas dos outros integrantes da banda. Até de Charlie! Entre os objetos, estão diversos instrumentos. Gaitas de Jagger, bateria de Charlie, guitarras de Brian, Keith e Ronnie. Inclusive, é possível ver de perto a Gibson Les Paul que Keith Richards pintou durante uma viagem de LSD, um dos itens mais legais da coleção!

A “Exhibitionism” também apresenta a história do icônico logo da banda, além de todos os álbuns e cartazes das diversas turnês que fizeram pelo mundo. Em uma parte, podemos ver projetos e maquetes dos incríveis palcos onde os Stones já se apresentaram, como os “Steel Wheels Stage” (1989), “Voodoo Lounge Stage” (1994) e “Bridges to Babylon” (1996).

Para encerrar a experiência incrível, você passa pelo backstage dos Stones, de uma forma que eu nunca havia visto em nenhuma exposição. Está tudo lá, e você tem a impressão de que a banda passará a qualquer momento para entrar no palco. Depois, você é levado a uma apresentação em 3D de uma das músicas (não vou falar para não perder a graça!) deles que, sinceramente, não foi melhor do que a experiência de tê-los visto ao vivo em fevereiro. Aliás, ter tido a oportunidade de ir a um show dos Stones antes da exibição contribuiu ainda mais para que essa se tornasse uma experiência mais proveitosa.

Depois da amostra, saímos em uma lojinha incrível, porém bem carinha. Questão de você querer sair de lá com tudo, mas não poder por causa dos preços. Ainda assim, vale o esforço para trazer uma lembrancinha de lá. Depois de ser um Stone por um dia, você não gostará de ir em nenhuma outra exposição diferente desta. Totalmente recomendada! A torcida, agora, é que a “Exhibitionism” venha para o Brasil!

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